Fórmula 1

Hulkenberg se diz feliz por ida à Renault. Mas quem será seu companheiro?

Sergio Perez/Reuters
Imagem: Sergio Perez/Reuters

Do UOL, em São Paulo

20/10/2016 15h38

Nico Hulkenberg concedeu sua primeira entrevista após a confirmação do acordo, finalizado no último GP, no Japão, para pilotar pela Renault na próxima temporada. O alemão demonstrou estar muito satisfeito com a decisão, ainda que a performance dos franceses tenha sido muito aquém de sua atual equipe, a Force India, em 2016.

“Acredito que é o passo certo para minha carreira neste momento. Acho e sinto que evoluí muito com a Force India, é meu quinto ano e tivemos sucesso juntos, mas chegou a hora de um novo desafio”, declarou.

“Desde que cheguei à F-1 eu queria correr por uma equipe de fábrica e essa é uma oportunidade muito boa, e na hora certa também. Foi uma boa decisão da minha parte. Eles têm a expectativa de estar na frente e competir por vitórias, e é isso que estou buscando. Sabendo que será um longo caminho para voltar ao topo.”

De fato, a Renault passou a ser uma opção atrativa para os pilotos do meio do pelotão devido ao investimento maior a partir da retomada do controle da equipe por parte da montadora francesa, ao final do ano passado. Junto disso, a mudança no regulamento do ano que vem abre a possibilidade de um salto de qualidade.

Sabendo disso, o time tem usado seu poder de barganha para atrair outros pilotos bem cotados no grid, como Valtteri Bottas. O chefe da Renault, Frederic Vasseur, disse recentemente que está “de olho” no finlandês, mas reconheceu que “é difícil contratar um piloto quando a atual equipe não quer liberá-lo”, como é o caso da Williams. Porém, a mídia finlandesa publicou nesta quinta-feira que os franceses ainda não desistiram do piloto, ainda que sua contratação seja pouco possível.

Outro nome que apareceu foi o de Daniil Kvyat. O russo não vem tendo um grande desempenho na Toro Rosso depois de ter sido trocado por Max Verstappen na Red Bull e poderia sair do programa de desenvolvimento de pilotos da marca austríaca, abrindo a possibilidade de ida à Renault. Outro nome bastante cotado é o de Esteban Ocon, cuja viabilidade depende da liberação da Mercedes, com quem tem contrato.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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