Fórmula 1

Ainda sem vencer em 2016, Ferrari corre o risco de perder Sebastian Vettel

MOHAMMED AL-SHAIKH/AFP
Imagem: MOHAMMED AL-SHAIKH/AFP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

21/10/2016 11h01

À medida que a Ferrari perde terreno e vê as vitórias cada vez mais longe, aumentam os rumores de que a insatisfação de Sebastian Vettel já está fazendo o alemão estudar suas possibilidades fora do time italiano ao final de seu contrato, após a temporada de 2017.

O time italiano, que ainda não venceu neste ano e tem tido dificuldades até de colocar seus pilotos no pódio, tendo em vista o domínio da Mercedes e o crescimento da Red Bull, que é claramente a segunda força nesta temporada e, acredita-se, deva vir ainda mais forte ano que vem com a mudança de regulamento de 2017, vive uma crise. Além dos resultados não satisfazerem, a Scuderia perdeu o diretor técnico, James Allison, e vive com a expectativa de que o chefe Maurizio Arrivabene, perca o posto ao final desta temporada.

Dentro de um cenário que não aponta para soluções a curto prazo, Vettel também não estaria disposto a esperar. Segundo a mídia alemã já aponta nos bastidores da Fórmula 1, o alemão estaria pronto, inclusive, a tirar um ano sabático caso não veja uma luz no fim do túnel na Ferrari ou outra oportunidade interessante ao final de 2017.

Nos Estados Unidos, onde disputa a 18ª etapa do campeonato neste final de semana, o alemão confirmou que não tem pressa para renovar seu atual contrato.

“Acho que todos estamos bastante ocupados focando nas quatro corridas que temos até o final do ano e, particularmente, na preparação para o ano que vem. Acho honestamente que esse é o principal foco”, disse o alemão quando perguntado sobre uma possível renovação com a Ferrari.

“Meu contrato está valendo para o ano que vem e temos várias coisas acontecendo na fábrica em Maranello e sei que estamos muito ocupados - e é nisso que quero que o foco esteja.”

Criticado na Itália
Não é só Vettel que está decepcionado com a Ferrari. Há alguns meses, a imprensa italiana vem aumentando o tom nas críticas ao tetracampeão. Após o GP do Japão, o ‘Corriere della Sera’ publicou que “está claro que a Ferrari precisa de um piloto de resultados.” Já o ‘La Repubblica’ questionou, “quanto mais a Red Bull evolui, mais irreconhecível está Sebastian. Agora já não ri tanto. Foi a Ferrari que derrubou seu piloto mais bem pago da história ou foi Vettel quem perdeu seu talento e sua velocidade?”

Mas nem todos criticam Vettel na Itália. Para a ‘Gazzetta dello Sport’, a culpa pela falta de resultados não é só do piloto. “Seb está em crise, mas isso também é responsabilidade da Ferrari”.

O ex-presidente do time italiano, Luca Di Montezemolo, saiu em defesa do alemão. “Desde a primeira reunião deu para ver que ele tinha a Ferrari no coração. É importante para a Scuderia que tenha um piloto tão positivo em momentos difíceis”, apontou.

Porém, sem que o alemão consiga ver uma luz no fim do túnel em termos de resultados, não se sabe até quando isso vai durar.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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