Fórmula 1

Hamilton celebra estreia no 1º posto em Austin, mas Rosberg desdenha

Tony Gutierrez/AP
Imagem: Tony Gutierrez/AP

Do UOL, em São Paulo

22/10/2016 17h50

Lewis Hamilton não precisou largar na pole position para vencer em três das quatro vezes em que correu em Austin no GP dos Estados Unidos. Mas não escondeu a felicidade em conquistar, neste sábado, o primeiro lugar no treino classificatório.

Agora, o inglês tem 58 poles na carreira, apenas 10 a menos que o líder histórico no quesito, Michael Schumacher. Além disso, a boa performance na classificação lhe dá confiança para diminuir a vantagem de 33 pontos do companheiro Nico Rosberg, que larga em segundo, na liderança do campeonato.

“Sinto-me incrível”, disse o tricampeão. “É minha primeira pole aqui. Tentei por vários anos e muitas pessoas ótimas tentaram me ajudar a conquistar isso, então estou muito feliz com o resultado de hoje.”

“Quero agradecer ao público. Dava para ouvi-los me apoiando quando cruzei a linha, a energia na volta de retorno aos boxes foi muito legal. Então agradeço-os por terem aparecido hoje e tomara que amanhã possamos dar uma grande corrida para eles.”

Rosberg, por sua vez, desdenhou da pole. O alemão lembrou que os treinos classificatórios não têm sido tão decisivos neste ano, principalmente pelas largadas inconsistentes de ambos os carros da Mercedes.

“Como já vimos ao longo do ano, a classificação não é tão importante. Ainda tenho uma grande chance na corrida.”

O GP dos Estados Unidos começa às 17h do domingo, pelo horário de Brasília, e será a 18ª de 21 etapas no campeonato. Felipe Massa larga em nono e Felipe Nasr, em 21º.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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