Fórmula 1

Vettel é "criança" e "frustrado", ataca Verstappen após punição no México

Lars Baron/Getty Images
Imagem: Lars Baron/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, na Cidade do México (MEX)

30/10/2016 20h10

Tetracampeão com a Red Bull, Sebastian Vettel conseguiu desagradar os dois pilotos de seu ex-time no GP do México. Após uma disputa na qual se envolveu com Max Verstappen e Daniel Ricciardo nas voltas finais, o holandês chamou o alemão da Ferrari de "criança" e o australiano afirmou que o ex-companheiro não merecia a terceira posição que conquistou provisoriamente - o próprio Ricciardo herdou o terceiro lugar após uma nova punição a Vettel, horas depois do fim da prova.

Com Verstappen, Vettel vinha tentando a ultrapassagem quando o holandês perdeu a freada, saiu da pista e, mesmo avisado pela equipe, não cedeu a posição ao alemão. O piloto acabou sendo punido com a soma de cinco segundos em seu tempo final, caindo de terceiro para quinto (acabou em quarto após a punição a Vettel). Ele reclamou de uma situação parecida na primeira curva em que não houve punição.

"É ridículo", disse Verstappen. "Especialmente depois de, na curva 1, na primeira volta, os dois primeiros saírem da pista e não ter problema. Por que me punir no final da corrida? É muito injusto. Nós merecíamos ser terceiros".

Sobre Vettel, a reclamação do holandês foi em relação à defesa de posição quando o alemão lutava com Ricciardo - e também pelas reclamações do piloto, que fez sinal de negativo quando os dois terminaram a prova.

"Eu vi o replay. É ridículo o que ele fez. Eu nunca fiz algo do tipo, nem perto disso. Eu já me movi no ponto de freada, mas com um carro que estava um 10, 15 metros atrás. Ele fez isso com um carro do lado dele. Ele é um cara muito frustrado. Ele grita no rádio como uma criança, ele é uma criança. Aqueles gestos que ele fez para mim quando cruzamos a linha de chegada é coisa de criança".

Ricciardo também ficou bastante irritado com a manobra de Vettel. "Ele fez aquilo sobre o que vem reclamando: mudou de trajetória na freada. Ele está sorrindo agora mas não merece estar no pódio. Ele ficou me fechando no meio da freada e no final eu não tinha para onde ir".

A mudança de direção de Vettel durante a freada na disputa com Ricciardo também não passou em branco. Horas após o fim do GP, o alemão da Ferrari foi punido com 10 segundos e caiu do terceiro para o quinto lugar. A terceira colocação acabou herdada por Ricciardo.

O australiano também criticou os comissários por não terem agido no caso da largada, citado por Verstappen. "Honestamente eu não entendo. Como você pode estar liderando a corrida, defende, trava os pneus e sai da pista e ainda continua na frente? Acho que Lewis merecia punição. Acho que qualquer um merece punição em um caso desses".

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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