Fórmula 1

Filho de bilionário, substituto de Massa coleciona títulos, mas tem má fama

Divulgação/Williams
Imagem: Divulgação/Williams

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

03/11/2016 09h47

A Williams anunciou que Lance Stroll, novato canadense de 18 anos, será o substituto de Felipe Massa para a próxima temporada, após a aposentadoria do brasileiro da F-1. O estreante correrá ao lado de Valtteri Bottas, que fará sua quarta temporada como titular da equipe.

Mesmo tendo conquistado títulos nos três anos em que correu nas categorias de base - Fórmula 4 italiana, Toyota Racing Series e Fórmula 3 Europeia - e tendo feito parte da academia de pilotos da Ferrari desde os tempos de kart, Stroll enfrenta muita desconfiança devido à maneira como seu pai, o bilionário do ramo da moda, Lawrence Stroll, criou condições para que o filho tivesse as melhores condições possíveis para ser campeão.

Na F-3, por exemplo, Lawrence, um fanático por automobilismo, dono do circuito de Mont Tremblant e de uma das maiores coleções de Ferrari do mundo, comprou a equipe Prema e investiu para que o carro tivesse o melhor motor Mercedes possível e passasse horas no túnel de vento. A estrutura deu certo e Stroll conquistou o campeonato com grande folga: 507 pontos, contra 322 do rival mais próximo, Maximilian Günther. Com esse desempenho, a decisão foi cortar o plano inicial de fazer a GP2 e ir direto à Fórmula 1, como fizeram pilotos como Max Verstappen. 

Sua estreia na F-1 poderia ter acontecido mais cedo, caso a tentativa de compra da equipe Sauber, há dois anos, tivesse sido concretizada. Na Williams, Stroll estaria pagando 35 milhões de euros pela vaga, com a expectativa de que o investimento e a participação dentro da equipe aumente ao longo dos anos.

Isso já começou a ser sentido na fábrica da equipe, que ganhou um novo simulador, patrocinado por Lawrence Stroll. Neste ano, contudo, o equipamento só foi usado pelo próprio Lance, pois estava acertado para o carro de F-3. A partir de agora, contudo, Valtteri Bottas também poderá utilizar a novidade.

O mesmo investimento pesado ocorre na preparação para a estreia do piloto, que será o primeiro canadense na Fórmula 1 desde a despedida de Jacques Villeneuve, em 2006. Stroll vem fazendo uma série de testes, bancados pelo pai, com o carro de 2014 da Williams para se ambientar à Fórmula 1, tendo passado por Silverstone, Budapeste, pelo Red Bull Ring, e por Monza, e chegará ao GP da Austrália, no final de março, com muito mais quilometragem que outros estreantes. Até lá, Stroll deve andar em Austin, Abu Dhabi, Barcelona e até mesmo Xangai.

No anúncio oficial, Stroll afirmou que ainda é difícil acreditar que o sonho virou realidade. “É difícil cair em si, acho que ainda não consegui. Estou animado para ver o que posso conseguir com essa equipe." Porém, reconheceu que o dinheiro do pai foi importante. "Eu venho com dinheiro, não vou negar isso. Mas acredito que fiz por merecer estar aqui na F-1."

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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