Fórmula 1

Mexicano se revolta com brincadeira sobre muro de Trump e rompe patrocínio

Eduardo Verdugo/AP
Imagem: Eduardo Verdugo/AP

Do UOL, em São Paulo

09/11/2016 21h48

O piloto da Force India Sergio Perez não gostou nada de uma mensagem publicada por um de seus patrocinadores no Twitter brincando com as consequências da eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos e usou a mesma mídia social para anunciar o fim de sua parceria com a marca.

A Hawkers, em sua versão mexicana, publicou um anúncio de seu produto com a seguinte mensagem: “Mexicanos, coloquem estes óculos para que as pessoas não percebam os olhos inchados pela manhã na construção do muro”, referindo-se à intenção demonstrada pelo candidato eleito durante sua campanha de fechar a fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Horas depois, Perez citou a mensagem e escreveu: “Que comentário ruim. Hoje mesmo acabou minha relação com a Hawkers. Nunca vou deixar que alguém zombe com meu país!”

Em duas horas, a mensagem de Perez havia sido retwittada por 3,7 mil pessoas e curtida por quase 6 mil.

Durante a campanha para a presidência, Trump disse que queria fazer um muro “impenetrável, físico, alto, poderoso e bonito” na fronteira com o México, como parte de sua campanha contra imigrantes nos Estados Unidos.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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