Fórmula 1

Encontro entre Kaká, Vettel e Raikkonen tem embaixadinha e piada com 7 a 1

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

10/11/2016 18h35

O meia Kaká aproveitou uma folga do Orlando City para curtir a Fórmula 1. O jogador participou de um evento com os pilotos da Ferrari Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen e Marc Gené no Autódromo de Interlagos, nesta quinta-feira. Os quatro bateram bola, disputaram uma corrida de autorama e fizeram até piada sobre a derrota por 7 a 1 nas semifinais da Copa do Mundo de 2014.

Kaká convidou os três para mostrarem seus dotes no futebol e propôs uma roda de embaixadinhas. Ainda brincou dizendo que Vettel deveria ter talento pelo fato de ter conquistado a Copa de 2014. O piloto rejeitou o rótulo, mas até conseguiu emplacar uma sequência de embaixadinhas.

O apresentador do evento também não perdeu a chance e fez piada sobre o 7 a 1. Disse que, apesar da presença de alguns jornalistas alemães, a vexatória derrota do Brasil para a Alemanha não precisaria ser lembrada.

Quem não ficou muito à vontade com a bola nos pés foi Raikkonen que comprovou ter mais bem mais intimidade com o volante.

Luiza Oliveira/UOL
Kaká posa ao lado de pilotos da Ferrari durante evento em São Paulo Imagem: Luiza Oliveira/UOL

Depois, eles participaram de uma corrida de autorama. Vettel foi o campeão e Kaká não fez feio ao conseguir um pódio com o terceiro lugar.

Em clima descontraído, Kaká fez algumas perguntas aos pilotos como, por exemplo, se eles têm algum ritual antes das corridas. “Eu não tenho que usar sempre a mesma cueca, diferentemente do Massa. Mas eu tenho um ritual de sempre usar uma moeda na meia. Às vezes eu esqueço, mas gosto de fazer isso”, disse Vettel.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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