Fórmula 1

Pilotos elogiam Massa antes de despedida do Brasil: é o fim de semana dele

AP Photo/Nelson Antoine
Imagem: AP Photo/Nelson Antoine

Gustavo Franceschini

Do UOL, em São Paulo

10/11/2016 11h24

No domingo (13), Felipe Massa correrá pela última vez no Brasil em sua carreira na Fórmula 1. O brasileiro participou de coletiva de imprensa junto a grandes nomes da categoria como Sebastian Vettel, Nico Rosberg e Lewis Hamilton nesta sexta (10) e todos elogiaram o brasileiro.

O piloto da Ferrari Sebastian Vettel ressaltou que esse é o final de semana de Felipe Massa. “é sem dúvida um dos mais talentosos pilotos do grid, mas também é uma grande pessoa fora da pista. É o tipo de pessoa que você olha e sorri. Nós vamos sentir falta. Esse é o fim de semana dele", disse.

Ainda disputando o título contra Nico Rosberg, Lewis Hamilton mostrou admiração por Massa, mas ressaltou que tentará vencer no Brasil.

“Foi fantástico competir com o Massa. Antes da Fórmula 1 já éramos muito amigos na GP2. Ter todas as disputas que tivemos, como 2008, é um privilégio. É algo que recordarei para sempre. Daqui alguns anos vamos estar recordando dos momentos. É um objetivo ganhar aqui pela primeira vez, não estou aqui para perder. É algo que Massa e Rosberg já fizeram”, analisou o britânico.

Felipe Massa ressaltou que estará focado na disputa, mas que depois deixará se levar pela emoção. “Quando estou dentro do carro, só penso em fazer o melhor possível. Vou estar concentrado durante toda a corrida no meu trabalho, tentando conseguir o melhor resultado possível para a equipe. É muito importante a luta que temos com a Force India. Quando terminar a corrida, aí sim vai ser muito especial. Só de poder fazer a última volta em Interlagos. Depois da corrida tudo vai ser diferente”, comentou o brasileiro. 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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