Fórmula 1

Em 4º, Massa prefere manter pés no chão sobre pódio: "não é fácil"

REUTERS/Adrees Latif
Imagem: REUTERS/Adrees Latif

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

11/11/2016 15h58

Felipe Massa fez o quarto melhor tempo do treino livre desta sexta-feira (11), mas, apesar do bom resultado, segue cético quanto a conquistar um espaço no pódio na corrida deste domingo, a ser realizada em Interlagos, na penúltima etapa do Mundial de Fórmula 1. O brasileiro, no entanto, mantém discurso otimista. 

"Tenho de acreditar até o final", disse, em discurso motivacional, em conversa com a imprensa. "Sabemos que não é fácil, é um resultado difícil para o carro que a gente tem hoje em dia. Mas tem que acreditar. Tudo pode ser possível, e às vezes as coisas acontecem pelo lado positivo. A gente tem que acreditar até o final e é o que estou acreditando nesse fim de semana". 

O piloto brasileiro da Williams, que está se despedindo da F1 nesta temporada, afirma que teve "um bom dia" nesta sexta. No segundo treino livre para o GP do Brasil, Massa marcou 1m12s789, o quarto entre todos. O melhor foi outra vez o britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, que fez 1m12s271. 

"Acho difícil [pegar pódio] até porque é o mesmo carro das últimas corridas. E a gente estava atrás, então não será fácil. Nossa briga é com a Force India, tomara que a gente consiga", reforçou o paulista. 

"A pista estava meio suja hoje, vinha melhorando a cada momento. Tinha mais mudanças nas zebras, comparando com o ano passado. E ninguém sabia, ninguém tinha sido informado. A pista estava rápida comparando com o ano passado. Foi um bom dia para a gente, mas ainda tem muito que trabalhar e entender para continuar tendo um bom dia amanhã, que é o dia mais importante", avaliou Massa. 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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