Fórmula 1

Pressionado na briga pelo título, Hamilton valoriza pole: "Posição é tudo"

Eduardo Anizelli/Folhapress
Lewis Hamilton busca a sua primeira vitória em Interlagos e aposta na pole Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

11/11/2016 17h28

Se ainda quiser ser tetra em 2016, Lewis Hamilton precisa evitar a todo custo que Nico Rosberg vença o GP do Brasil no próximo domingo. Para isso, na visão do inglês, não basta fazer uma boa corrida. É preciso ir bem no treino classificatório, no sábado.

“Você precisa realmente de um bom espaço para ultrapassar aqui. Nos últimos dois anos eu estive bem atrás dos carros e era impossível de passar. Posição é tudo neste fim de semana e por isso eu vou com tudo atrás da pole”, disse Hamilton à SkySports.

A importância da pole é uma opinião comum no grid. Felipe Nasr, mesmo no meio do pelotão, pensa parecido. "Essa pista já tem a característica de deixar o grid muito próximo. É tentar fazer uma volta limpa, sem trânsito: hoje eu peguei um pouco de trânsito em minhas voltas rápidas. Aqui a classificação conta muito. Um ou dois décimos podem colocar um piloto bem à frente", disse o brasileiro. 

O desafio em Interlagos é especial para Hamilton, que tem uma relação muito pessoal com o Brasil - fã de Ayrton Senna, ele está correndo com um capacete em homenagem ao piloto brasileiro. Embora já tenha sido campeão em São Paulo, em 2008, ele nunca venceu uma corrida na cidade. 

Desta vez, a vitória é fundamental para as pretensões de Hamilton. Hoje ele é o segundo colocado no campeonato com 330 pontos, contra 349 de Rosberg. Para se manter vivo até Abu Dhabi, ele precisa evitar a vitória do rival ou chegar colado em Rosberg caso ele não vença. 

 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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