Fórmula 1

Massa vê momento difícil da F1 no Brasil e torce para que surja novo piloto

REUTERS/Paulo Whitaker
Felipe Massa vai fazer a sua última corrida de F-1 em Interlagos Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

12/11/2016 18h24

Felipe Massa está se despedindo da Fórmula 1 e vê o futuro da categoria no Brasil com preocupação.  O piloto diz que o país depende do surgimento de um novo piloto que tenha talento e considera que a crise econômica coloca em risco a realização do GP no país nos próximos anos.

“Lógico que o momento do automobilismo no Brasil é um momento difícil, mas eu espero que pelo menos algum nome apareça. Eu acho que não vai ser muito rápido, eu acho que vai demorar um pouco. Mas eu espero que algum nome com potencial de ser um cara vencedor no automobilismo apareça para continuar trazendo alegria para o povo brasileiro e para o nosso automobilismo que sempre foi muito forte.”

O piloto espera que ele não seja o último a conseguir bons resultados na categoria. “A gente vai ficar dependendo de um piloto importante, um grande talento surgir. Isso é claro. Agora, eu espero que eu não seja o último piloto brasileiro que teve bons resultados, disputou o campeonato, venceu corridas a ser lembrado. Espero que a gente tenha outros e que o Brasil continue sendo um país com tantos pilotos excepcionais que a gente teve na maior parte do tempo”, disse.

Com a saída de Felipe Massa e as chances de Felipe Nasr não ficar na Sauber, o Brasil pode ficar sem um representante no grid de largada desde 1969. O principal piloto brasileiro lamenta a situação.

“Caro que seria muito negativo para o Brasil (não ter brasileiro). Os brasileiros torcem para os brasileiros. Tenho certeza que se a gente não tiver brasileiros no ano que vem não será bom para a Fórmula 1 no Brasil, mas espero que o Felipe continue e que tenhamos um bom ano”.

Massa também demonstrou preocupação com a possibilidade de Interlagos deixar de sediar a Fórmula 1. O autódromo tem contrato até 2020, mas tem dificuldades financeiras para cumprir o acordo. O piloto considera que a crise econômica que o país atravessa é uma dificuldade.

“No momento do Brasil a gente tem uma crise, então eu realmente espero que Fórmula 1 fique em São Paulo, mas com certeza nós temos um risco de perder. Mas para mim é muito difícil responder, eu só posso responder o que eu espero. Eu espero que o Brasil fique mas há um risco de as coisas mudarem por causa da crise que nós temos no país. Espero que resolvam e que as coisas continuem no caminho normal e a gente continue tendo essa corrida legal”.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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