Fórmula 1

Haddad diz que fez sua parte em GP e se reunirá com Dória sobre Interlagos

Luiza Oliveira/UOL
Imagem: Luiza Oliveira/UOL

Gustavo Franceschini, Julianne Cerasoli e Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

13/11/2016 12h14

Com o GP do Brasil de Fórmula 1 de 2017 ameaçado, Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, tem sido questionado sobre o futuro para prova. Em meio à transição de governo para a administração de João Dória, o político petista ressaltou que sua gestão fez as obras que haviam sido prometidas para Interlagos e que a continuidade da corrida é uma questão da iniciativa privada. 

"Eu não conheço o business privado. Conheço a interface entre o poder púbico e os organizadores. Internamente eu não sei como a conta fecha, porque esse é um assunto restrito aos operadores. Sei que é um negócio que envolve recursos da Rede Globo, que tem direitos de transmissão, e patrocinadores. Mas eu não tenho acesso às contas internas", disse Haddad. 

O GP está ameaçado também pela saída de dois dos seus patrocinadores principais, a Petrobras e a Shell. Ao longo da semana, Bernie Ecclestone, chefão e principal organizador da Fórmula 1, tem se reunido com empresas e representantes do poder público para discutir a continuidade da corrida. Embora tenha contrato assinado com a categoria até 2020, a corrida pode ser cancelada caso não haja dinheiro suficiente para a sua realização. 

"A Petrobras é uma empresa estatal, e a política de patrocínio da companhia pode ser discutida publicamente, para saber se é interessante patrocinar um evento como esse, que dá projeção para cidade. Hoje nós temos três grandes eventos de turismo em São Paulo, que são o Carnaval de rua, a parada LGBT e a Fórmua 1, fora o turismo de negócios. Mas é preciso lembrar que esse custo não é da cidade. Os custos da cidade tem a ver com os investimentos necessários para transformar Interlagos em um parque multiuso", disse Haddad, que estimou em cerca de R$ 200 milhões o lucro anual gerado pela Fórmula 1. 

Segundo o petista, a entrega de um pavilhão atrás dos boxes e a construção de um prédio administrativo concluem duas das três etapas das reformas previstas para Interlagos. Ao custo estimado de R$ 160 milhões, a obra transformaria o autódromo no "parque multiuso" que pretendia a gestão Haddad, com cerca de R$ 117 milhões desse montante bancados pelo Governo Federal por meio do PAC Turismo.

Reunião com Dória sobre futuro de Interlagos

A terceira etapa dessa reforma incluiria a cobertura do paddock e o alteamento dos boxes, mas depende de um acerto com a equipe de João Dória, prefeito eleito de São Paulo, que teve a privatização de Interlagos como uma de suas plataformas de campanha. Até o momento, o tucano não indicou como vai fazer a desestatização do autódromo, e disso depende a continuidade da obra, que será discutida em uma reunião na próxima quarta.

"Nos começaríamos a fazer depois do GP, para dar tempo de terminar até a edição de 2017. É isso que vamos discutir com o João Dória na quarta. Dependendo do que ele entender [sobre Interlagos] não vale a pena concluir, ou, dependendo de como for, a gente conclui e depois ele toma uma decisão a respeito do destino desse equipamento", disse Haddad, que ainda falou sobre a relação com os organizadores da corrida. 

"Eu tenho estdo com a equipe dele [Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1] frequentemente. O Tamas [Rohonyi, organizador da corrida em São Paulo] e a Claudia [Ito, diretora-executiva do GP], que cuidam da interface, estão sempre conosco. No começo da minha gestão nenhum deles acreditava que a gente ia chegar em 2016 com esse nível de atualização [do autódromo]. E quando veio a crise eles praticamente jogaram a toalha. Se com economia bombando não foi feito, com recessão é que não vai fazer. E está aí. Aqui você pode ter exposição de arte, moda, mesmo eventos da área automobilística", disse Haddad, que se posicionou contra a venda de Interlagos ao longo da campanha. 

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