Fórmula 1

Hamilton diz que vencer no Brasil era sonho de criança e que está "caçando"

AP Photo/Nelson Antoine
Lewis Hamilton comemora pole em Interlagos Imagem: AP Photo/Nelson Antoine

Gustavo Franceschini, Julianne Cerasoli e Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

13/11/2016 17h40

Há duas razões para a vitória deste domingo (13) ter sido especial para o inglês Lewis Hamilton, 31. O triunfo coroou a relação especial que o piloto nutre com o Brasil, algo que ele já havia deixado claro durante a semana que antecedeu o Grande Prêmio realizado em Interlagos. Além disso, adiou a definição do campeão da temporada 2017 da Fórmula 1 – Nico Rosberg, companheiro de equipe de Hamilton, tinha chance de deixar o autódromo paulista com o título.

“Estou caçando. O que posso fazer é o que estou fazendo até agora. Vou dar tudo que eu posso, e agora é só viver o momento. Vencer aqui é o que eu sonhei desde que comecei a correr, com cinco ou seis anos”, disse Hamilton depois da prova.

“Quero agradecer o carinho de sempre aqui no Brasil. Quando chove é um bom dia para mim. Quero agradecer também ao meu time. Estamos fazendo história. É incrível, e eu estou orgulhoso de fazer parte disso”, completou.

Com a vitória de Hamilton em Interlagos, a decisão do título de pilotos foi postergada para a última etapa da temporada, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Rosberg precisa de pelo menos um terceiro lugar para ficar com o título independentemente de outros resultados.

Dono de três títulos (2008, 2014 e 2015), Hamilton brigou com Rosberg até a última etapa na temporada retrasada – no ano passado, foi campeão com folga. A rivalidade entre os dois tem sido exacerbada desde 2013, quando os pilotos se tornaram companheiros de equipe.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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