Fórmula 1

Morre médico da McLaren e Hamilton lamenta: "um mentor para mim"

Divulgação
Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

16/11/2016 12h01

O médico, Aki Hintsa, da escuderia McLaren, morreu nesta quarta (16), aos 58 anos vítima de câncer. A informação foi dada pela própria equipe, a qual lamentou o ocorrido.

A última aparição do médico com a equipe havia sido no Grande Prêmio de Monza, em setembro. Lewis Hamilton trabalhou de perto com o profissional, a quem chama de mentor.

A Mclaren lamentou bastante a perda do profissional e relembrou que Aki trabalhou de perto com Lewis Hamitlon e foi essencial para o título mundial do piloto britânico em 2008. “Ele trabalhou próximo a Hamilton e sem dúvidas Aki teve papel crucial com Lewis durante o seu período na McLaren e ninguém ficou mais feliz que ele quando Hamilton venceu o campeonato de 2008 pela Mc Laren com 2008 para a McLaren com um movimento de ultrapassagem que passou para a história. Na última curva, da última corrida, no Brasil, onde o sorriso quente de Aki e a risada contagiosa foram substituídos por abraços de urso”, relembrou a escuderia.

Hoje na Mercedes, Lewis Hamilton postou uma mensagem emotiva sobre o amigo, a quem chamou de mentor. “Um amigo, um mentor, alguém que considero da família. Aki, você deixou um incrível legado que viverá para sempre em nosso esporte e nos nossos corações. Uma das pessoas mais fortes e inspiradoras que eu tive o prazer de chamar de amigo. Que Deus abençoe você e seus entes queridos. Obrigada por tudo, meu amigo. Você fez tanto por mim e muitos, muitos outros”, publicou Lewis Hamilton.

O brasileiro Felipe Massa lamentou a morte do médico. "Fórmula 1 vai sentir a sua falta. Nossos sentimentos à família", postou o piloto brasileiro. 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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