Fórmula 1

Massa diz que não vai se satisfazer com apenas um ponto em despedida

REUTERS/Adrees Latif
Imagem: REUTERS/Adrees Latif

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Abu Dhabi

25/11/2016 13h26

As sextas-feiras não costumam ser o forte da Williams, mas ainda assim Valtteri Bottas colocou o carro à frente das duas Force Indias, em sétimo, e Felipe Massa fechou o top 10. Apesar dos bons sinais iniciais, ambos acreditam que o carro ainda pode ter um equilíbrio melhor especialmente para a classificação e miram se firmar como a quarta força do grid.

Para Massa, que disse ao UOL Esporte gostar de correr na pista de Abu Dhabi, o objetivo é conseguir mais do que a décima colocação.

“É uma pista em que eu sempre corri bem e pela qual eu tenho carinho e vou tentar fazer o melhor possível na minha última corrida na Fórmula 1 para conseguir um bom resultado. Mas não vou ficar satisfeito com um ponto, não vai ter efeito nenhum. Um quinto ou sexto lugar me deixaria muito mais feliz. E um pódio seria como uma vitória.”

Mesmo ficando em sétimo, Bottas não se mostrou totalmente satisfeito com o resultado. “Não melhoramos tanto quanto deveríamos com os pneus ultramacios, quando fizemos a simulação de classificação, então acho que isso é algo que podemos melhorar para o sábado porque o carro não estava bem equilibrado.”

Um dos desafios do final de semana que ficou claro após os primeiros treinos livres disputados nesta sexta-feira foi a pouca duração dos pneus ultramacios.

“É um pneu bem macio”, disse Massa. “Claro que à noite o rendimento é melhor [do que no treino disputado à tarde], mas o que provavelmente todo mundo vai fazer é largar com o pneu ultramacio e trocar o mais rápido possível. Só a Mercedes, acho, que poderia optar por classificar já com o supermacio e fazer menos paradas. Mas não estou pensando muito neles lá na frente, e sim na minha corrida. O resto é problema deles.”

Os pilotos ainda têm uma última sessão de treinos livres, a partir das 8h do sábado pelo horário de Brasília. A definição do grid começa às 11h, mesmo horário da corrida, no domingo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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