Fórmula 1

Substituto de Ron Dennis na McLaren aposta em agradar fãs para ter sucesso

Clive Mason/Getty Images
Zak Brown (centro) faz sua estreia com o uniforme da McLaren em Abu Dhabi Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Abu Dhabi

25/11/2016 13h39

O novo CEO da McLaren, anunciado como substituto de Ron Dennis nesta semana, Zak Brown, fez sua primeira aparição usando as cores da equipe nesta sexta-feira em Abu Dhabi. E já deixou claro que, antes de pensar em títulos, o time precisa se fortalecer financeiramente.

O fato da McLaren estar há duas temporadas sem um patrocinador máster foi um dos motivos que levaram à queda de Ron Dennis, que comandou a empresa por 36 anos. O contrato do inglês, que continua tendo uma parte minoritária da equipe, não foi renovado e, depois de acionar a justiça para manter o controle do time mesmo assim, o dirigente foi afastado com efeito imediato.

Corrigir este erro de Dennis, que vinha cobrando alto pelo patrocínio, afastando vários interessados, será a prioridade de Brown. Mas apenas para 2018.

“Claramente, um patrocinador principal é, do ponto de vista comercial, algo em que estarei mais conectado, será crucialmente importante. Mas começaria pensando em 2018. Ano que vem já está quase aí e não tenho nenhum truque na manga para fazer isso ainda.”

O britânico, que também lidera um grupo de mídia importante do ramo do automobilismo, fez questão de salientar sua intenção de dar mais atenção aos fãs.

“Não acho que exista uma prioridade, mas sim três pernas e acho que precisamos das três para termos uma espécie de ecossistema: primeiro são os fãs, acho que a McLaren e a própria Fórmula 1 podem melhorar sua relação com os fãs”, afirmou.

“Quanto mais fãs, mais patrocinadores e queremos que os fãs comprem os produtos dos patrocinadores e seus serviços. E quanto mais patrocinadores nós tivermos, mais dinheiro poderemos colocar em nossa equipe para sermos mais rápidos e, quanto mais rápidos formos, mais fãs teremos porque as pessoas gostam de equipes que correm na frente. Essas três coisas são importantes e precisamos acertar nas três - só uma não faz o sistema funcionar.”

A McLaren vive a pior fase de sua história: a última vitória do time foi no GP do Brasil de 2012 e, há dois anos, desde o início da parceria com a Honda, a equipe vem lutando do meio para o fim do pelotão. A situação, contudo, vem melhorando nas últimas corridas e espera-se que o time venha mais forte ano que vem.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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