Fórmula 1

Brasileiros batem companheiros de equipe e saem contentes de classificação

Paulo Whitaker/Reuters
Imagem: Paulo Whitaker/Reuters

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Abu Dhabi

26/11/2016 15h09

As posições podem não ser as melhores à primeira vista - Felipe Massa larga em décimo em sua última corrida na Fórmula 1 e Felipe Nasr sai da 19ª colocação - mas os dois brasileiros saíram satisfeitos da última classificação do ano. Afinal, ambos sentiram que tiraram tudo de seus carros e bateram seus respectivos companheiros de equipe.

“Acho que valeu pelo resultado da classificação e no final é isso que interessa. Eu tive uma boa sensação nas simulações de corrida que eu fiz na sexta e hoje e acho que as coisas podem dar certo na corrida”, afirmou Felipe Massa ao UOL Esporte.

“Sempre tentei meu máximo, mas sem dúvida entrei no carro hoje querendo fazer o melhor e consegui um bom resultado.”

Nasr, por sua vez, destacou a dificuldade de encaixar uma boa volta em uma classificação complicada pelas mudanças da pista no decorrer de um treino que começa no final da tarde e termina à noite.

“Foi uma boa volta, foi limpa. Consegui colocar os três setores juntos, o que é algo difícil de conseguir nessa pista, principalmente pela janela de funcionamento dos pneus, que é mais complicada em uma corrida à noite pela questão da temperatura. Foi uma volta muito boa mas, infelizmente não foi suficiente.”

Para a corrida, o brasileiro destaca a importância de evitar que as Manor cheguem entre os 10 primeiros, uma vez que a diferença entre o time inglês e a Sauber é de apenas um ponto.

“Claramente o carro da Manor estava mais rápido do que o nosso, então seria muito difícil ir para o Q2. Para a corrida, como é importante para nós manter a posição no mundial de construtores, vamos tentar cercar a prova deles para evitar que eles pontuem.” 

O GP de Abu Dhabi terá largada às 11h do domingo pelo horário de Brasília.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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