Fórmula 1

Rosberg fica atrás de Hamilton em Abu Dhabi, mas conquista 1º título na F-1

Lars Baron/Getty Images
Rosberg conquista seu primeiro título mundial na Fórmula 1 Imagem: Lars Baron/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Abu Dhabi

27/11/2016 12h41

Com direito a uma ultrapassagem arrojada para cima de Max Verstappen e um final emocionante, Nico Rosberg confirmou o favoritismo e conquistou seu primeiro título na Fórmula 1. O alemão foi segundo colocado, atrás do rival Lewis Hamilton, que venceu as últimas quatro provas mas, ainda assim, ficou a cinco pontos do rival.

Verstappen, que rodou na primeira volta e perdeu muitas posições, novamente foi um dos nomes da prova, apesar de ser ultrapassado por Sebastian Vettel no final, que completou o pódio em Abu Dhabi. O piloto holandês terminou no quarto lugar.

O alemão adotou uma estratégia diferente e, com pneus mais novos, passou Ricciardo e Verstappen nas voltas finais e colocou Rosberg em situação complicada, pressionando-o nas voltas finais, uma vez que Lewis Hamilton, deliberadamente e contra as ordens da equipe Mercedes, diminuiu o ritmo para expor o rival pelo título. O alemão, contudo, se manteve à frente de Vettel e garantiu o segundo lugar.

Em sua corrida de despedida, Felipe Massa fez uma boa prova e foi o nono colocado, enquanto outro piloto que fazia seu último GP, Jenson Button, abandonou. Já Felipe Nasr chegou a ter um toque com Esteban Ocon e danificou sua Sauber, terminando em 16º.

Os carros da Mercedes tiveram uma largada limpa, mas as Red Bull, que optaram por começar a prova com os supermacios, ficaram vulneráveis e Kimi Raikkonen passou Daniel Ricciardo para ser terceiro. Mais atrás, Verstappen se tocou com Hulkenberg, rodou e caiu para o fim do pelotão. Felipe Massa ganhou uma posição e terminou a primeira volta em nono. Felipe Nasr ganhou cinco posições e foi para o 14º posto.

REUTERS/Ahmed Jadallah
Hamilton vence GP, mas não evita título de Rosberg Imagem: REUTERS/Ahmed Jadallah

As Williams tiveram uma intensa briga, com Massa sendo ultrapassado por Bottas e dando o troco logo depois. O finlandês, contudo, abandonou poucas voltas depois com problemas técnicos.

Os primeiros a parar nos boxes foram Hamilton e Raikkonen, na volta 7. Todos os ponteiros foram parando e Verstappen, que seguiu na pista, acabou ficando na frente de Rosberg. Hamilton viu a oportunidade de deixar o companheiro em situação difícil e diminuiu o ritmo. O alemão, portanto, tinha que ultrapassar Verstappen na pista e o fez de forma bastante agressiva depois de ficar várias voltas atrás do holandês.

Logo depois, o piloto da Red Bull foi para os boxes para o que seria sua única parada. Assim, Rosberg tinha que abrir vantagem suficiente na pista, uma vez que ainda faria uma segunda parada, a exemplo de Hamilton.

Com o bom ritmo, as Mercedes conseguiram abrir o suficiente, fizeram a segunda parada mas, na parte final da prova, Rosberg passou a ter um ritmo mais forte que Hamilton e se aproximou perigosamente.

Mais atrás, a Red Bull antecipou a parada de Ricciardo e fez o australiano ganhar a posição de Raikkonen. Já Vettel, com uma estratégia diferente e voando na parte final da prova, ultrapassou Ricciardo e Verstappen nas voltas finais e ficou com o terceiro lugar. 

Após as brigas iniciais, Massa teve uma corrida solitária nas últimas posições da zona de pontuação, lutando com Fernando Alonso, que ficou em décimo. O piloto da Williams, contudo, não teve ritmo para lutar com as Force India, que ficaram com o sétimo e oitavo lugares.

Com a confirmação do título, Rosberg se tornou o segundo campeão do mundo filho também de um detentor de título: seu pai, Keke Rosberg, foi o campeão de 1982.

Confira o resultado do GP de Abu Dhabi

1. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes 55 laps
2. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes
3. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari
4. Max Verstappen HOL Red Bull-TAG Heuer
5. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG Heuer

6. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari
7. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes
8. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes
9. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes
10. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda
11. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari
12. Esteban Gutierrez MEX Haas-Ferrari
13. Esteban Ocon FRA MRT-Mercedes
14. Pascal Wehrlein ALE  MRT-Mercedes
15. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari
16. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari
17. Jolyon Palmer ING Renault-Renault

Abandonaram:

Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Ferrari
Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes
Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Ferrari
Kevin Magnussen DIN Renault-Renault
Jenson Button GBR McLaren-Honda

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Blog do Carsughi

Blog do Carsughi

A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Blog do Carsughi
Grande Prêmio
Esporte Ponto Final
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Topo