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Fórmula 1

Para Massa, automobilismo brasileiro "não quer ser ajudado" a sair da crise

REUTERS/Paulo Whitaker
Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

08/12/2016 06h00

De um lado, o automobilismo brasileiro passa por uma fase difícil, sem categorias que realmente preparem os jovens pilotos para correrem em um bom nível na Europa e cheguem à Fórmula 1. De outro, Felipe Massa tem um nome respeitado, boa visibilidade e trânsito neste ambiente, e dinheiro. Seria essa a oportunidade de investir de volta no esporte para ajudar a fomentar uma nova safra de pilotos? O brasileiro explica que não é bem assim.

“Tenho a intenção de ajudar, mas com as pessoas e a federação me apoiando e querendo. Sozinho não vou conseguir fazer nada”, desabafou Massa ao UOL Esporte. “Acho que a mentalidade é o que precisa mudar para que seja possível montar de novo uma categoria que ajude os pilotos a chegarem na F-1.”

Massa sabe do que está falando. Afinal, criou por iniciativa própria a Fórmula Futuro, em 2010. Contando com o apoio da Fiat, a ideia era ter uma categoria de baixo custo para servir como o primeiro degrau dentro dos carros de fórmula para os pilotos que saíam do kart. O projeto, contudo, naufragou após apenas duas temporadas.

“Eu tentei muito ajudar, fiz o máximo possível para tentar ajudar o automobilismo brasileiro. Tentei fazer uma categoria e gastei dinheiro para fazer isso. Mas entendi naquele momento que o automobilismo brasileiro não queria ser ajudado. E quem sou eu para dizer o que tem de ser feito?”, questiona.

Além da iniciativa da Fórmula Futuro, Massa também trouxe ao Brasil estrelas como Michael Schumacher e Fernando Alonso, além de vários nomes do automobilismo nacional. para competir no Desafio Internacional das Estrelas de Kart. O evento foi realizado de 2005 a 2014, porém um retorno não está nos planos do agora ex-piloto de F-1.

“O Desafio de Kart acabou porque minha ideia inicial era me divertir e ajudar as pessoas - e não para ganhar dinheiro. Mas o evento ficou muito grande e virou algo financeiro. Quando isso aconteceu e já não fazia mais o evento, não me senti confortável com algumas situações que apareceram”, explicou.

Massa ainda não divulgou o que fará a partir do ano que vem. O mais provável é que o brasileiro se divida entre comentários na TV, participando da cobertura de uma emissora italiana em parte das corridas da F-1, e dispute alguma categoria internacional, como a Fórmula E. Massa já descartou um retorno ao Brasil, abrindo apenas a possibilidade de fazer alguma participação esporádica em provas no país.

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