Fórmula 1

Piloto japonês dos anos 90 'se candidata' a vaga na Mercedes

Czarek Sokolowski/AP
Inoue se vangloriou de recorde: atingido duas vezes pelo safety car Imagem: Czarek Sokolowski/AP

Do UOL, em São Paulo

09/12/2016 09h28

O ex-piloto japonês Taki Inoue gostou da vaga aberta na Mercedes após a aposentadoria de Nico Rosberg, alemão campeão da última temporada da Fórmula 1. Pelo Twitter, Inoue encaminhou seu currículo para apreciação da equipe, atual tricampeão da categoria.

“Por favor vejam os arquivos anexados. Eu gostaria de aplicar para seu emprego de piloto da F-1 em 2017, Mercedes”, escreveu o ex-piloto, de 53 anos, que acompanhou a mensagem com duas imagens.

Entre as qualidades citadas no documento, Inoue colocou sua estreia no GP de Suzuka em 1994, no qual rodou após três voltas com sua Simtek. Depois, escreveu que correu em 18 GPs, com zero pole positions, voltas mais rápidas e pontos e registrou um recorde: ser atingido pelo safety car em duas ocasiões.

Para ele, sua saída da Fórmula 1 em 1996 ocorreu por conta da falta de verba.

Inoue só participou de duas temporadas na F1, 1994 e 1995, sendo que na primeira delas ele só participou de uma corrida. Além da Simtek, o japonês pilotou o carro da Footwork em sua segunda temporada.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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