Fórmula 1

Fittipaldi completa 70 anos se recuperando de 'baque' e promovendo neto

Do UOL, em São Paulo

12/12/2016 15h39

O piloto que abriu as portas para os brasileiros tanto na Fórmula 1, quanto na Fórmula Indy, Emerson Fittipaldi, completa 70 anos nesta segunda-feira com dois desafios: reerguer-se financeiramente após os problemas escancarados ao longo deste ano e promover a carreira, do neto, Pietro, que atualmente disputa categorias de base na Europa.

Fittipaldi teve um importante papel no automobilismo brasileiro. Mesmo que o país já tivesse tido representantes na Fórmula 1, foi sua chegada, em 1970, com apenas 23 anos, que abriu as portas para o reconhecimento dos pilotos do país. Seu início de carreira foi meteórico até para os dias de hoje: o paulistano corria no Brasil até um ano antes de estrear na F-1 e, dois anos após seu primeiro GP - na Grã-Bretanha, em 1970 - sagrou-se o mais jovem campeão da história, algo que seria superado apenas em 2006, por Fernando Alonso. Na época, Emerson corria pela Lotus.

Correndo na época em que a Fórmula 1 teve mais acidentes fatais em sua história, com carros já avançados do ponto de vista aerodinâmico, mas nem tanto da segurança, a exemplo das pistas, Fittipaldi travou uma forte rivalidade com Jackie Stewart, bem mais experiente e também já campeão do mundo. O escocês bateria o brasileiro no ano seguinte, em 1973, mas com sua aposentadoria abriu espaço para Fittipaldi voltar a conquistar o título em 1974, já pela McLaren.

Ao final daquela temporada, Emerson surpreendeu ao anunciar que correria pelo time formado por seu irmão, Wilson, a Copersucar. A equipe brasileira teve muitas dificuldades técnicas e financeiras durante sua existência e os resultados de Emerson nunca mais foram os mesmos, ainda que o destaque fique para o segundo lugar do GP do Brasil de 1978.

Quatro anos após a aposentadoria da F-1, o brasileiro apostou em outro caminho no automobilismo com pouca visibilidade no Brasil até então: a Fórmula Indy. Nos Estados Unidos, Emerson correu por mais de dez anos, a partir de 1984, e conquistou o título em 1989, além de ter conquistado em duas oportunidades - 89 e 93 - as 500 Milhas de Indianápolis.

Todo o sucesso nas pistas, contudo, não foi o suficiente para manter a saúde de seus negócios. O ex-piloto, que chegou a ser fazendeiro nos Estados Unidos, hoje tem dezenas de processos na Justiça Brasileira, a maioria por falta de pagamento de seus credores. Enquanto tenta se reerguer economicamente, o piloto tem evitado fazer aparições públicas no Brasil, ainda que tenha circulado nos paddocks da Fórmula 1 na última temporada, algumas vezes ao lado do neto Pietro, atualmente na Fórmula V8 3.5.

Mais recentemente, Emerson foi embaixador do GP do México, em outubro, e viu o neto vencer uma etapa da MRF Racing Challenge em Abu Dhabi, em evento realizado junto do final de semana da Fórmula 1. Na última semana, inclusive, o brasileiro foi homenageado pela tradicional publicação italiana Autosprint, recebendo um prêmio por sua carreira.

Já Pietro tem chamado a atenção nos testes da V8 3.5, liderando as sessões com a equipe Lotus. Ano passado, correndo pela Fortec, o piloto terminou o ano em décimo, enquanto seu companheiro, o suíço Louis Deletraz, foi o vice-campeão.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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