Fórmula 1

Williams quer Massa de volta. E não é o 1º convite para ele retornar à F-1

Reprodução/Instagram
Massa postou nas mídias sociais mensagem misteriosa ao sair de férias, nesta quinta-feira Imagem: Reprodução/Instagram

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

16/12/2016 06h00

Já se vão mais de três meses desde que Felipe Massa anunciou que estava deixando a Fórmula 1 ao final da temporada de 2016. Mas a chance de que o piloto retorne à categoria já no ano que vem é grande: a Williams pediu que o brasileiro reconsidere sua decisão para ocupar o lugar de Valtteri Bottas, que deve ir para a Mercedes em 2017, na vaga aberta pela saída surpreendente do campeão Nico Rosberg.

O UOL Esporte apurou que Massa, que está vindo ao Brasil de férias, deve responder nos próximos dias ao convite da Williams, que vem com uma polpuda oferta financeira. O time inglês ganhou poder de barganha com a negociação envolvendo Bottas, o único real candidato à vaga de Rosberg, uma vez que a grande maioria dos pilotos tem contratos firmados para 2017 e a Mercedes não quer contratar um piloto inexperiente, como o membro do programa de desenvolvimento, Pascal Wehrlein, para dividir o time com Lewis Hamilton. A Mercedes já divulgou que só vai anunciar o nome de seu novo piloto após o Ano Novo.

A própria chefe de equipe Claire Williams admitiu que só vai liberar a saída de Bottas caso tenha uma boa opção disponível no mercado e citou especificamente Massa."Só permitiremos a saída de Valtteri (Bottas) se uma alternativa experiente e com credibilidade estiver disponível, alguém como Felipe Massa, por exemplo", disse em entrevista à BBC. 

A Williams concordou em liberar Bottas com duas condições: um significativo desconto, que pode chegar a ser total, nas unidades de potência fornecidas pela Mercedes, e a necessidade de contar com um piloto mais rodado, o que também excluiu a possibilidade de Wehrlein ir ao time de Grove. A preocupação é compreensível: a Fórmula 1 passará por uma extensa mudança de regulamento em 2017 e o time tem no outro carro um estreante, Lance Stroll, de 18 anos.

Terceiro convite para voltar

A chance de ter de volta sua vaga no grid não é a primeira proposta que Massa recebe do mundo da Fórmula 1. O piloto tinha acordo para atuar como comentarista em TVs europeias em algumas etapas em 2017. E já teve pelo menos mais um convite para manter o vínculo com o esporte: tornar-se um comissário da Federação Internacional de Automobilismo e julgar as ações dos pilotos na pista.

O convite veio do próprio presidente da FIA, Jean Todt. “Ele quer, já veio me perguntar!”, contou em entrevista exclusiva ao UOL Esporte. “Disse que quer eu eu me torne comissário, que eu vá nas corridas. Mas não sei se é o que eu quero fazer. Sem dúvida, eu posso fazer alguma coisa com a FIA, ajudar na campanha por segurança nas estradas. Isso seria um grande prazer. Mas comissário eu não sei não.”

O temor do brasileiro em assumir o posto é justificável. A cada corrida, a FIA seleciona um ex-piloto para participar do grupo que decide sobre punições - e o próprio Massa foi um dos que criticaram posturas tomadas por eles, que estão constantemente sob a mira dos pilotos.
Mesmo não aceitando o último convite de Todt, Massa faz questão de ressaltar a importância do ex-chefe da Ferrari em sua carreira.

“Eu tive muitas oportunidades na minha carreira, e a pessoa que mais me deu oportunidades na Fórmula 1 foi o Jean Todt. Quando eu tive a chance de assinar um contrato com a Ferrari quando eu nem corria na categoria, foi através dele”, lembrou o piloto, que ainda estava na F-3000 quando assinou seu primeiro acordo com a Scuderia.

“Ele é uma pessoa muito especial para mim, que eu trato como um segundo pai - e o filho dele [seu empresário, Nicolas Todt] já trabalha comigo há muito tempo e também o vejo como um irmão. É como se fosse minha segunda família.”

Atualmente, Todt não costuma dar pitacos na Fórmula 1 em si, mas no caso da transação de Mercedes e Williams, quem está muito interessado no desfecho é o promotor Bernie Ecclestone, que já declarou publicamente que os torcedores “nem comprariam ingressos” para a próxima temporada caso Hamilton tenha um campeonato muito mais fácil ano que vem. Isso porque, segundo o dirigente, mesmo com a mudança de regulamento a Mercedes vai continuar dominando e o inglês venceria as corridas com demasiada facilidade.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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