Fórmula 1

Embalados com novos donos, pilotos querem ver uma F-1 mais norte-americana

REUTERS/Adrees Latif
Imagem: REUTERS/Adrees Latif

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

26/12/2016 06h00

A Fórmula 1 caminha para a consolidação de um negócio que pode mudar os caminhos do esporte. E, para os pilotos, vai colocar a categoria, que vem sofrendo fortes quedas de audiência e vendo seu público envelhecer, de volta aos trilhos. Trata-se da venda para o grupo norte-americano Liberty Media, que promete ao mesmo tempo tornar o esporte mais contemporâneo sem esquecer da tradição.

Mas o que mais anima os pilotos é o fato do grupo vir dos Estados Unidos, cujo conceito de promoção esportiva é mais ligado ao espetáculo e é bastante diferente do europeu. “Não conheço os novos donos, então fica difícil opinar. Mas a única coisa que eu posso dizer é que americano sabe fazer evento”, lembra Felipe Massa. “Fui a jogos de basquete e de futebol americano e é impressionante o evento como um todo, com shows e coisas do tipo. E isso mostra que tem muito o que melhorar na Fórmula 1 para ter mais gente se interessando.”

Felipe Nasr, que viu a possibilidade de continuar na categoria como titular se complicar nas últimas semanas com os movimentos de Williams e Mercedes, torce para que a troca de comando faça com que a F-1 tenha mais etapas nos Estados Unidos. Atualmente, apenas a corrida de Austin, no Texas, é realizada, mas existe há anos um projeto de adaptar um circuito nas ruas de New Jersey.

“Quem sabe a gente não vê mais corridas nos Estados Unidos nos próximos anos. Não só pelos novos donos, mas também porque a F-1 ainda não é tão atraente para o mercado deles”, considera. “Quando eu estive em Daytona, eu tive uma experiência fantástica, tanto com a acolhida que eu tive do público, quanto com uma dinâmica de trabalho que eu não conhecia. É uma cultura diferente em vários aspectos e achei super positivo. E acho que seria positivo para a Fórmula 1 estar mais perto porque lá o mercado é muito mais voltado à Nascar e à F-Indy.”

Outro piloto que se empolga com a perspectiva de tornar a Fórmula 1 mais americanizada é Fernando Alonso, que costuma acompanhar de perto principalmente a NBA mesmo com o fuso horário desfavorável na Europa.

“Eles têm bastante experiência e o esporte [em geral] é muito popular na América. Parece que eles geram uma maior proximidade em relação aos fãs e uma boa cobertura: tudo o que chega dos EUA em termos de esporte é bastante atrativo. Então acho que o ponto de vista deles será bem-vindo em nosso esporte.”

Público envelhecido
Nos últimos anos, a Fórmula 1 tem vivido um paradoxo interessante: ao mesmo tempo em que vê pilotos cada vez mais novos entrarem no grid - ao ponto de novas regras serem criadas para que se estabelecesse um limite mínimo - observa o envelhecimento de seu público que, hoje em dia tem, em média, entre 35 a 45 anos.

Essa é outra realidade que os pilotos esperam que mude com o Liberty Media. “Pelo que eu vi eles estão interessados em atrair um público bem mais jovem”, comemorou Jenson Button. “A média de idade dos fãs de F-1 é muito mais alta do que deveria, considerando que temos pilotos de 18, 19 anos. Isso precisa mudar, precisamos focar nos mais jovens. E pelo que eles dizem estão muito interessados em manter as pistas históricas que estão no calendário. É muito importante para eles, e assim deveria ser, pois isso é o coração e a alma da F-1.”

Massa também destacou a necessidade da categoria se mostrar mais contemporânea. “Hoje em dia - e ainda mais no futuro - é tudo digital, muita coisa acontece nas mídias sociais e, dentro disso, a F-1 tem muito o que crescer. Talvez sejam esses novos donos que vão colocar a categoria de volta a uma direção de crescimento, porque não é isso que tem acontecido.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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