Fórmula 1

Oito anos sem títulos e 4 sem vitórias: Como a McLaren virou equipe média?

EFE/Román Ríos
Imagem: EFE/Román Ríos

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

03/01/2017 06h00

Os cem milhões de dólares de multa e a exclusão do mundial de construtores de 2007 não foram apenas a punição pelas informações dadas pelo engenheiro da Ferrari, Nigel Stepney, ao projetista-chefe da McLaren, Mike Coughlan. Quase dez anos depois, o caso de espionagem industrial pode ser considerado o início da queda de um time que esteve entre os três primeiros em 13 vezes nas 15 temporadas disputadas entre 1998 e 2012, mas que hoje enfrenta uma seca de mais de quatro anos sem uma vitória sequer.

Os problemas da McLaren começaram com a multa em si, que representou, na época, mais de um quarto de seu orçamento anual. Mesmo tendo restrições técnicas na temporada seguinte, que também foram resultado da punição pelo caso de espionagem, o time seguiu com um carro competitivo e venceu o mundial de pilotos com Lewis Hamilton, no que seria seu último título.

Com o investimento voltado para uma batalha pelo título que durou até a última volta com a Ferrari, a McLaren não fez um bom carro em 2009, quando houve uma extensa mudança no regulamento técnico. Mesmo assim, o time se recuperou ao longo do ano e conseguiu chegar em terceiro lugar.

A equipe passaria por alguns altos e baixos nos anos seguintes, muito em função de um esquema de dois times de projetistas trabalhando de forma independente, sendo cada um deles responsável pelo carro de uma temporada. Ainda assim, foram dois vice-campeonatos em 2010 e 2011 e um terceiro lugar justamente quando a McLaren fez o melhor carro da década até aqui, em 2012.

Aquela temporada ficou marcada por uma série de erros operacionais, resultado da fuga de profissionais, que vinha se acelerando nos anos anteriores. Peças importantes como Pat Fry deixaram o time, enquanto politicamente a McLaren também passava por uma disputa por poder entre os acionistas, com o CEO Ron Dennis tentando ganhar tempo para manter o controle da empresa.

Peças-chave vão para a Mercedes

O cenário piorou fora das pistas quando, em 2014, o time perdeu seu patrocinador principal. Além disso, a McLaren viu a saída de seu principal piloto, Lewis Hamilton, que foi para a Mercedes, seguindo os passos do diretor técnico Paddy Lowe. Com menos investimento e tendo perdido peças importantes, o time foi apenas o quinto colocado.

Para tentar mudar a situação, Dennis fez uma escolha arriscada: entendendo que o regulamento que estreou em 2014 privilegiava as equipes que contavam com uma relação mais próxima às montadoras, decidiu deixar a Mercedes e apostar em um projeto totalmente novo com a Honda, que voltaria à categoria em 2015, um ano depois da tecnologia dos motores V6 turbo híbridos estrear.

A falta de experiência acabou sendo vital e a Honda deixou muito a desejar em sua primeira temporada, fazendo com que a McLaren caísse mais ainda, com o nono lugar. O mau desempenho nas pistas também atrapalhou a captação de patrocínios, limitando a capacidade de melhora do time.

Com os japoneses compreendendo melhor a nova tecnologia, em 2016 a McLaren voltou a crescer, mas ainda assim o time não passou do sexto lugar e, na última classificação do ano, em Abu Dhabi, ficou a 2s4 do pole position.

Para esta temporada, o time aposta em mais uma mudança de regulamento para tirar pelo menos parte desta diferença e voltar a vencer. É essa a expectativa de Fernando Alonso. “Por enquanto é tudo teórico, com os simuladores, túnel de vento e os números do dinamômetro. Precisamos de mais um grande passo, o que seria pular dos últimos lugares no top 10 à luta por pódios e vitórias. Acho que temos o potencial, a estrutura e pessoas talentosas. É uma questão de tempo para conseguirmos vencer”, acredita o espanhol, cujo contrato acaba ao final desta temporada.

Além da Honda ter carta branca em 2017 para desenvolver o motor, sem as restrições regulamentares que existiam nos anos anteriores, esta é a chance derradeira do projetista Peter Prodromou, que chegou na segunda metade de 2014 vindo a peso de ouro da Red Bull, mostrar serviço. Por outro lado, financeiramente, a McLaren segue sem um patrocinador máster e convive com os cortes de orçamento devido às posições medianas no mundial de construtores.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Blog do Carsughi
Grande Prêmio
Esporte Ponto Final
UOL Esporte
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Redação
Redação
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Blog do Carsughi
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Grande Prêmio
Topo