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Fórmula 1

Sucesso custa caro na F1: Mercedes paga mais de R$ 17 milhões por inscrição

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

04/01/2017 06h00

O mês de janeiro é tradicionalmente marcado pelo acúmulo de contas. Na Fórmula 1 não é diferente: é quando as equipes têm de pagar suas salgadas taxas de inscrição para participar do campeonato seguinte. E até nisso a atual tricampeã Mercedes vem batendo um recorde atrás de outro.

A partir de 2013, as taxas de inscrição passaram a ser diferenciadas entre as equipes dependendo do número de pontos de cada uma delas no campeonato anterior. Todos os 11 times inscritos têm de pagar o piso de 516 mil dólares e mais 5.161 por cada ponto conquistado. A exceção é justamente o time campeão, que paga 6.194 dólares por ponto.

Isso significa que o maior domínio dos últimos anos também quer dizer que a Mercedes vai pagar uma quantia recorde de 5,254 milhões de dólares (cerca de R$ 17 mi) pela inscrição de 2017, muito mais que os 2,931 milhões (aproximadamente R$ 9 mi) da segunda colocada, a Red Bull, que fez quase 300 pontos a menos.

A discrepância entre os valores da campeã e do segundo colocado também foi bastante marcante nos dois anos anteriores: pela inscrição de 2016, a Mercedes pagou 4,870 milhões, enquanto a Ferrari desembolsou 2,725 milhões. Para entrar no campeonato de 2015, a Mercedes pagou 4,858 mi, e a vice, Red Bull, 2,606 mi.

O resultado são quase 15 milhões de dólares, o equivalente a R$ 50 milhões, em taxas de inscrição pagas pela Mercedes desde que começou a dominar a Fórmula 1, no início de 2014.

Engana-se quem pensa, contudo, que o valor é tão representativo assim para o time, que trabalha com um orçamento anual de 490 milhões de dólares. Contando apenas a premiação pelo título e os demais bônus por estar no top 10 nos últimos três anos e por acordos bilaterais com os detentores dos direitos comerciais - o chamado pagamento por valor histórico - o time ganha cerca de 140 milhões de dólares ao ano.

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