Fórmula 1

Silverstone bate recordes de público, mas ameaça deixar a F-1. Entenda

McLaren/Oficial
Imagem: McLaren/Oficial

Do UOL, em São Paulo

10/01/2017 04h00

O GP da Grã-Bretanha vem batendo recordes de público ano a ano desde 2013 e, na última temporada, foi o evento que atraiu o maior número de torcedores ao longo de todo o final de semana, superando os 250 mil no público agregado dos três dias de atividade. Nos últimos 10 anos, calcula-se que o evento tenha vendido 1.12 milhão de ingressos, sendo o GP de maior sucesso de público do período.

No entanto, a realização da prova em Silverstone volta e meia é ameaçada. Na semana passada, os organizadores ameaçaram usar uma cláusula que automaticamente cancela o contrato atual - que vai até a temporada 2026 - daqui a dois anos caso os termos não sejam revistos.
Na avaliação do BRDC, entidade que administra o circuito e que não tem ligação com o governo, caso o contrato seja cumprido como estipulado atualmente, Silverstone não conseguirá se manter ao término do acordo.

A dificuldade de cumprir os contratos, que preveem aumentos anuais pré-fixados das taxas pagas apenas pelo direito de receber a prova, não é novidade na Fórmula 1 e vem provocando a diminuição dos eventos na Europa, muito em função da falta de apoio financeiro governamental. Como os acordos também dificultam o lucro dos organizadores - que não podem comercializar os ingressos com acesso mais VIP, de exclusividade dos detentores de direitos comerciais da categoria - tem sido cada vez mais difícil encontrar formas de arcas com as taxas que variam de acordo com a pista, mas que costumam girar em torno dos 20 a 30 milhões de dólares anuais.

Tentando melhorar seus acordos e sabendo de seu poderio político, os administradores de Silverstone vira e mexe ameaçam deixar a Fórmula 1. E como a Grã-Bretanha não tem atualmente autódromos que possam receber a categoria no mesmo nível, usam a importância do país na categoria para pressionar o promotor Bernie Ecclestone.

O britânico, inclusive, assinou com Donington Park em julho de 2008 para que a pista voltasse a receber a categoria dois anos depois, após uma grande reforma. O contrato acabou servindo para que Silverstone passasse por uma extensa reforma, com a construção de um novo paddock e alterações na pista, para se adequar às demandas da F-1 atual. Para completar, Ecclestone conseguiu assinar um contrato de 17 anos a estimadas 20 milhões de libras (24 milhões de dólares) e com aumento de 5% ao ano.

Com a expectativa de finalização da venda da F-1 para o grupo norte-americano Liberty Media nos próximos meses, não é de se estranhar que Silverstone tenha ameaçado quebrar o atual acordo. O próprio Ecclestone admitiu que “se eles quiserem usar a cláusula, não há o que possamos fazer”. Mas ninguém duvida que tudo não passa, mais uma vez, de uma pressão para sensibilizar os novos donos e conseguir um acordo melhor.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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