Fórmula 1

Ferrari promete até "carpete vermelho" para ter filho de Schumi em academia

FABRIZIO BENSCH/Reuters
Mick Schumacher segue o caminho do pai no automobilismo Imagem: FABRIZIO BENSCH/Reuters

Do UOL, em São Paulo

13/01/2017 11h17

Com apenas 17 anos e carregando o sobrenome do único heptacampeão de Fórmula 1 da história, Mick Schumacher já desperta a atenção de diversas equipes. Nesta sexta-feira, foi a vez de a Ferrari dizer que está impressionada com as qualidades do filho de Michael Schumacher.

Em entrevista ao jornal italiano “Gazzetta dello Sport“, o gerente da academia de pilotos da Ferrari, Massimo Rivola, disse que estenderia até um tapete vermelho para receber Mick no programa de desenvolvimento de jovens da escuderia.

"Obviamente, nós o seguimos. E este ano vamos ter a oportunidade de ficar muito perto de Mick, porque ele será companheiro de equipe do nosso piloto (Guan Yu Zhou) na equipe Prema”, disse Rivola, referindo-se ao chinês que faz parte da academia da equipe.

"Sobre seu futuro, eu não sei o que Mick vai decidir, mas se ele gostar de entrar no programa da FDA (siga da academia, em inglês), ele vai encontrar um tapete vermelho", completou.

Em 2017, Mick Schumacher disputará o Campeonato Europeu de Fórmula 3 com a Prema. Além da Ferrari, a Mercedes já disse que tem o interesse em inscrever o jovem em seu programa de desenvolvimento de pilotos.

Segundo Rivola, a disputa por Mick Schumacher será grande não apenas por seu desempenho em pista, mas por sua postura fora dela.

"Mick parece muito educado e não está cheio de si mesmo - parabéns aos pais, eles fizeram um ótimo trabalho com ele. Ele é muito jovem, e ele deve gerenciar uma pressão de mídia muito grande, mas ele está fazendo muito bem", disse.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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