Fórmula 1

Após deixar a F-1, Rosberg diz que "a vida é mais que correr em círculos"

Lars Baron/Getty Images
Imagem: Lars Baron/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

20/01/2017 15h58

O atual campeão da Fórmula 1, Nico Rosberg, tomou talvez a maior decisão de seus 31 anos no final do ano passado, quando desistiu de defender o título e anunciou sua aposentadoria apenas cinco dias após a conquista, surpreendendo o mundo do esporte.

Poucos meses após a decisão, contudo, o alemão ainda está explorando as novas oportunidades. Mas tem uma certeza: “a vida é mais do que andar em círculos em uma pista de corrida.”

Participando do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o ex-piloto da Mercedes, que vai continuar trabalhando como uma espécie de embaixador da marca, revelou que vem curtindo pequenos prazeres que tinha deixado para trás.

“Quero ter novos desafios, tudo de repente é liberdade”, afirmou, lembrando que havia esquiado neste inverno europeu pela primeira vez em 11 anos devido ao fim das restrições dos contratos que mantinha na F-1.

Perguntado sobre o futuro, Rosberg disse que está “explorando” suas opções. “Energia renovável é algo que poderia ser bem interessante. Há tantas possibilidades, como também carros elétricos. Vou visitar crianças que estejam muito doentes, especialmente aquelas que, devido à idade, estariam realmente muito felizes em me ver.”

Quando falou sobre os motivos que o levaram a se aposentar logo após o título, Rosberg citou os esforços que fez especialmente na última temporada. Entre eles, estiveram um treinamento que envolvia o uso da meditação para diminuir o nervosismo e um médico especializado em jet lag.

“A meditação costuma ser mal interpretada. A maneira como eu fiz  é mais uma prática de concentração e para aprender a controlar um pouco sua mente. E também aprendi mais sobre as emoções e pensamentos. Porque se você tiver noção deles, você pode desacelerá-los e transformá-los em coisas positivas. Este foi um dos ingredientes que me tornou mais forte.”

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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