Fórmula 1

Com mão de ferro, Ecclestone fez da F-1 um esporte global

Do UOL, em São Paulo

24/01/2017 04h00

Os 86 anos e bilionário, o ex-vendedor de carros usados Bernie Ecclestone deixa o comando da Fórmula 1 um pouco antes do que previa. O britânico, que dizia que só perderia o controle da categoria no dia de sua morte, foi substituído assim que a empresa norte-americana Liberty Media recebeu o aval do Conselho para tomar o controle do esporte. Desta forma, os novos donos marcaram o fim de uma era.

Chase Carey, efetivamente o novo dono da Fórmula 1, assumiu o posto de executivo-chefe, supervisionando uma nova equipe de gestão que tem como braço técnico o ex-chefe da equipe Ross Brawn e comercial o ex-executivo da ESPN Sean Bratches.

A Ecclestone, restou o título de presidente emérito, mas seu poder em uma categoria que controlou por mais de 40 anos agora é bastante reduzido. "O esporte é o que é hoje por causa dele ... e ele será sempre parte da família F1", reconheceu Carey. Porém, apesar dos inegáveis ganhos da Era Ecclestone, sua forma de ditar as regras da categoria vinha dando sinais de desgaste.

“Como aconteceu com os romanos, ele era a única pessoa que podia manter a paz em um ambiente como o da F-1”, resumiu o campeão do mundo de 1996 Damon Hill. "Ele era o mestre de circo, ele estava no comando e às vezes você precisa que um esporte seja executado assim", concordou o ex-piloto e comentarista Martin Brundle. “Ele pode não ser muito alto, mas certamente foi temido no paddock ... e todos nós nos demos muito bem sob a sua proteção.”

O novo CEO da McLaren, Zak Brawn, foi além. "A Fórmula 1 não seria a força esportiva internacional que é hoje sem a contribuição verdadeiramente enorme feita por Bernie Ecclestone nos últimos 50 anos", reconheceu. "Na verdade, não consigo imaginar uma única pessoa que tenha tido tanto ou mais influência na construção de um esporte global quanto ele. Bernie será muito difícil de substituir, mas ele criou uma fantástica base a partir com o qual Chase Carey e seus colegas do Liberty Media são capazes de levar a Fórmula 1 mais alto.”

De fato, a Fórmula 1 se tornou um esporte global nas mãos de Ecclestone. O ex-vendedor de carros entrou na categoria como empresário de pilotos nos anos 1960 e, logo depois, se tornou chefe de equipe. Comandando a Brabham, passou a ver a oportunidade de crescer ainda mais, convencendo os times de que, organizados e juntos, poderiam negociar contratos melhores com os promotores de GP e televisões e controlar o negócio. O passo seguinte seria colocar-se na posição de líder dos chefes de equipe e, com isso, tornar-se o homem-forte nas negociações comerciais da Fórmula 1, mantendo sempre uma relação próxima com a Federação Internacional.

Bastante astuto com os negócios, Ecclestone conseguiu vender a Fórmula 1 em algumas oportunidades, mas sempre mantendo o controle da categoria. Isso, mesmo nas inúmeras vezes que as comissões europeias investigaram o funcionamento do esporte.

Admirador declarado do presidente russo Vladimir Putin e do presidente dos EUA, Donald Trump, Ecclestone sempre deixou seu ponto de vista claro sobre como entendia o poder. "Eu não acho que a democracia seja a maneira de executar qualquer coisa", disse. "Seja uma empresa ou qualquer coisa, você precisa de alguém que vá ligar e desligar as luzes."

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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