Fórmula 1

F-1 mais pé no chão e justa: o que os novos donos querem mudar na categoria

Divulgação
Fórmula 1 passa a ter três chefões: Bratches (parte comercial), Carey (presidente) e Brawn (parte técnica) Imagem: Divulgação

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

25/01/2017 04h00

Tão logo a aquisição da Fórmula 1 foi aprovada pelo Conselho e a Federação Internacional do Automobilismo, o grupo Liberty Media já arregaçou as mangas e tirou do comando da categoria o todo-poderoso Bernie Ecclestone após mais de 40 anos. E os norte-americanos, dispostos a fazer o esporte voltar a crescer, têm prometido várias melhorias.

Porém, mesmo com a aquisição, o Liberty Media não poderá mudar imediatamente o que é considerado um dos grandes problemas estruturais do esporte: a divisão dos lucros. Embora Casey tenha indicado o desejo de retirar privilégios financeiros como o da Ferrari, os contratos atuais têm validade até 2020.

O que os novos donos devem mudar na F-1

1. Mais corridas na América: e isso não quer dizer apenas Estados Unidos. Os executivos do Liberty Media querem pelo menos dois GPs por ano em seu país natal e já citaram cidades como Miami, Las Vegas e Nova York como possíveis candidatas. Porém, a América do Sul também faz parte dos planos de expansão, além da Ásia. Com isso, o calendário deve bater recordes de etapas nos próximos anos.

2. Transmissão oficial pela Internet: Melhorar a presença da Fórmula 1 nas plataformas digitais será uma das prioridades dos novos donos, que já indicaram que deverão utilizar mecanismos “economicamente competitivos” para disponibilizar as corridas em streaming, além de aumentar a presença do esporte nas mídias digitais.

3. Fim da ‘ditadura’ centralizadora: Apesar de ser um negócio que movimenta bilhões de dólares, a Fórmula 1 era operada por uma estrutura enxuta, baseada na figura central de Ecclestone e em pessoas de sua confiança pessoal, muitas delas que trabalhavam com ele desde os tempos de Brabham. Isso já começou a mudar com a divisão entre a parte comercial e técnica e uma nova base de operações, mais ampla e com mais funcionários. E as equipes também serão mais ouvidas na tomada de decisões. “Uma das coisas que mais têm faltado para o esporte é o espírito de parceria”, identificou Carey. “Não podemos fazer mudanças unilaterais.”

4. Regras simples e estáveis: Uma das grandes críticas à Fórmula 1 atual é sua complexidade, tanto das tecnologias em si - como da unidade de potência híbrida, adotada em 2014 - quanto das regras. E um dos primeiros desafios de Ross Brawn à frente da direção técnica da categoria é simplificar as regras e torná-las mais palatáveis ao espectador eventual.

5. Mudanças nos GPs: Os novos donos ainda não apresentaram um plano concreto para mudar a programação dos finais de semana de corrida. Porém, ao falar em ter “21 superbowls por ano” Chase Carey explicou que a ideia é levar a F-1 para cidades grandes, nas quais “as pessoas gostariam de ficar por quatro, cinco dias e aproveitar para participar do evento.”. Rodadas duplas e provas mais curtas estão em discussão, assim como uma reformulação nos treinos livres, hoje pouco atrativos para os fãs.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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