Fórmula 1

Manor fecha as portas e chances de Nasr estar no grid em 2017 acabam

AP Photo/Ivan Sekretarev
Imagem: AP Photo/Ivan Sekretarev

Do UOL, em São Paulo

27/01/2017 11h03

Sem conseguir encontrar um comprador após entrar em processo de insolvência no início do mês, a Manor anunciou que fechará suas portas e não disputará a temporada de 2017 da Fórmula 1. Com isso, acabaram todas as possibilidades de Felipe Nasr seguir como titular na categoria neste ano. O brasileiro ainda tem a possibilidade de fechar acordo para ser terceiro piloto, posição que já ocupou em 2014 na Williams.

A Manor chegou a receber várias propostas de compra, sendo a principal delas vinda de um consórcio asiático, mas nenhuma negociação foi completada. Com isso, os administradores da FRP Advisory, que tomaram o controle da equipe durante o período de insolvência, decidiriam parar as atividades comerciais da empresa.

"Nos últimos meses, a equipe de administradores trabalhou de forma incansável para trazer novos investidores para a equipe e assegurar seu futuro a longo prazo, mas infelizmente não conseguiram fazê-lo no tempo necessário e ficaram sem alternativa a não ser colocar a empresa em falência para proteger seus interesses e continuar procurando um comprador", publicaram os auditores em comunicado oficial.

"A FRP Advisory continuou esse trabalho a partir do início do mês e tentou assegurar investimento com negociações com várias empresas interessadas. Neste período, o time assegurou o pagamento dos funcionários até o final deste mês."

Com o fechamento da Manor, a Fórmula 1 ficou sem nenhuma das três equipes que entraram no campeonato em 2010, sob a promessa do então presidente da FIA, Max Mosley, de que haveria um teto orçamentário de 60 milhões de dólares, algo que nunca se tornou realidade. A equipe estreou naquele ano como Virgin ao lado de Hispania (depois HRT) e Lotus (que se tornou Caterham) e foi aquela que teve mais sucesso entre elas, conquistando pontos em 2014, com Jules Bianchi no GP de Mônaco, e 2016, com Pascal Wehrlein no GP da Áustria.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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