Fórmula 1

F1 caminha para campeonato com recorde de GPs e forte presença nos EUA

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

30/01/2017 04h00

Um calendário batendo recordes de números de provas. E uma presença mais forte nos Estados Unidos. Estes são os planos dos novos donos da Fórmula 1 para os próximos anos - e a missão de tornar isso realidade já foi dada a Ross Brawn, chefe da parte técnica da categoria.

“Queríamos adicionar uma prova nos Estados Unidos em um lugar como Nova York, Los Angeles, Miami ou Las Vegas”, revelou o chefe do grupo Liberty Media Chase Carey. “Achamos que podemos criar algo que será um grande evento e é claro que a América é um lugar em que só podemos crescer. A F1 nunca investiu o necessário para crescer nesse mercado”, completou.

O chefe-executivo Greg Maffei foi na mesma linha. “Eu particularmente gosto da ideia de fazer uma corrida noturna em Las Vegas.”

Nos últimos anos, um projeto de corrida de rua em Nova Jersey chegou a ser iniciado, mas acabou nunca saindo do papel, especialmente com a solidificação da etapa de Austin, que passou a ser disputada em 2012 e bateu recorde de público no ano passado.

Ideia enfrenta resistência
No entanto, ainda que a necessidade de aumentar a presença nos Estados Unidos seja uma vontade de todos na Fórmula 1, o crescimento do calendário enfrenta resistência. Para muitos pilotos e equipes, o campeonato de 2016, com 21 etapas, o maior da história, foi demasiadamente longo.

"Há opiniões diferentes entre os pilotos e entendo totalmente”, disse Fernando Alonso ao UOL Esporte. “Tínhamos 16 ou 17 corridas quando comecei, mas fazíamos muitos testes, então estávamos correndo quase sempre. No final das contas, talvez éramos até mais ocupados antes. Não é esse o problema, mas sim as viagens, essas corridas seguidas. Vamos para o Japão, depois para os EUA, depois América do Sul, para terminar nos Emirados Árabes. Para mim, isso é demais. É minha opinião, ninguém tem de concordar."

Mas o ponto de vista de Alonso é compartilhado por muitos no paddock, mais pela questão humana do que qualquer outro quesito. Tendo isso em vista, o trabalho do novo chefe da parte técnica, Ross Brawn, será encontrar uma solução junto aos times.

“Eles [do Liberty Media] me perguntaram qual o número de etapas máximo na minha opinião, e disse que antes de tudo tínhamos de equilibrar qualidade e quantidade. Temos de nos certificar de não fazermos mais corridas só para aumentar o número, pois elas têm de ser boas, temos de ir para lugares empolgantes”, defende.

“Também temos de organizar o calendário porque esse equilíbrio de uma corrida a cada duas semanas é ótima para que as equipes possam se organizar, pois 20 ou 21 corridas é algo duro para quem trabalha. Mas os times poderiam ter duas equipes diferentes, o que acredito que é o que a Nascar faz, e então será possível. Mas todos precisam trabalhar juntos para darmos esse passo. Não há motivos para não termos mais corridas, só não dá para fazer isso mantendo a mesma estrutura atual, pois isso acabaria com as equipes.”

Enquanto não surge uma proposta concreta de ampliação do calendário, a Fórmula 1 se prepara para as 20 etapas de 2017, iniciando na Austrália, dia 26 de março. Um mês antes, na Espanha, começam os primeiros testes da pré-temporada.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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