Fórmula 1

Kelly Piquet diz que seu pai não é durão: "As pessoas exageram sobre ele"

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

02/02/2017 04h00

Filha de um tricampeão mundial, Kelly Piquet ficou mais conhecida do público brasileiro recentemente, quando tornou público o namoro com o piloto de Fórmula 1 russo Daniil Kvyat. Mas claro que ela é muito mais do que isto e na sua página pessoal na internet a garota de 29 anos conta um pouco o seu jeito de ser.

"Me considero uma cidadã do mundo. Filha de uma das maiores lendas do automobilismo e de uma ex-modelo internacional, sempre fui muito exposta e influenciada pela moda e pelo mundo automobilístico. Hoje posso dizer que as referências coletadas durante minha vida toda despertaram um interesse contínuo pelo assunto e tudo que o envolve", disse em entrevista ao UOL Esporte.

Kelly até tentou se distanciar do mundo do automobilismo na hora de escolher um namorado, mas, como ela mesma diz, ‘a gente não escolhe quem a gente gosta’. A garota considera que é um relacionamento inusitado e inesperado porque tinha resistência a um piloto.

“Não procurava isso. Para que ter mais um motivo para me puxar para este mundo. Ficava com mais cuidado. (Mas) Quando olho para ele não é um piloto que me vem a cabeça.”

Ela conta que está muito feliz no momento e mostra intimidade como russo. Tratado como Kvyat nos autódromos, é chamado de Daniil por Kelly. O namorado tem 22 anos e, como todo piloto, começou a carreira no kart. Corria provas na Rússia e Itália, mudou para Roma com a família na adolescência e é fluente em italiano, russo, inglês e espanhol.

Os rumores sobre o casal começaram ao serem fotografados juntos numa festa em Mônaco. Em seguida, Kelly compareceu ao GP dos Estados Unidos e do Brasil a convite da Toro Rosso, equipe de Kvyat. Eles teriam passado o verão juntos na Itália e assumiram o relacionamento no começo deste ano.

“Não tem como negar. Como ele disse, está na internet porque ele tinha postado uma foto”, relata bem-humorada.

O amigo Bruno Senna

Kelly nasceu na Alemanha e passou a maior parte da infância no sul da França. É fluente em português, francês e inglês. Quando completou 12 anos, mudou para o Brasil, viveu um ano num colégio interno da Inglaterra e retornou ao Brasil para terminar o Ensino Médio. Depois, fez faculdade em Nova York e hoje vive em Mônaco.

Mesmo com tantas casas, se declara brasileira de coração. Ainda assim, o Instagram dela tem mais postagens com textos em inglês do que em português. Uma figura que aparece algumas vezes nas redes sociais da filha de Nelson Piquet é Bruno Senna.

A presença se justifica porque o piloto compete na Fórmula E, categoria em que Kelly trabalhava até novembro do ano passado. A garota explica que o Nelsinho Piquet, outro piloto da categoria, era amigo de Bruno e acrescenta que ele sempre foi bem tratado pelo pai dela.

“Acho que ninguém toma dores de uma história que não é nossa. No final das contas ninguém matou ninguém, ninguém prejudicou ninguém de forma vital. Normal no mundo automobilístico ter rixa.”

Kelly ressalta que era comum visitar Bruno nas viagens que fazia a Mônaco porque é bastante amiga da namorada do piloto. Quando ia passar finais de semana no principado, saiam juntos. As brigas de fãs de Ayrton Senna e Nelson Piquet nas redes sociais são motivo de risada para os dois herdeiros dos sobrenomes famosos na Fórmula 1.

“A gente dá risada das histórias que a gente lê, que a gente vê. Não tem discussão alguma, a gente nem entra no mérito”.

Ela conta que é bastante comum as pessoas perguntarem sobre o pai. Muitos incluem adjetivos sobre o jeito difícil de Nelson Piquet, mas Kelly afirma que não é bem assim.

"Todo mundo tem curiosidade maior de fazer perguntas do meu pai. 'Como era?' Que meu pai tem uma reputação de ser bem duro e difícil. E, na verdade, ele é o que ele é. Nada diferente, mas não tão duro e difícil como as pessoas acham. As pessoas pintam ele."

Kelly tenta a carreira solo

Até ano passado, Kelly gerenciava as mídias sociais da Fórmula E. O convite apareceu depois de acompanhar Nelsinho em uma prova em 2015. Ela conta que não estava procurando um emprego naquela ocasião, quando foi chamada para conversar.

“Perguntaram se estava interessada. (Respondi) Sim. Oportunidade legal de dar suporte para o meu irmão e viajar o mundo. Ainda recebendo salário.”

No emprego ela estava um dia no topo do Ritz com a melhor vista de Moscou e outro no paddock de Mônaco. Sempre cercada gente importante: Jean Todt, o Príncipe Albert, a atriz Lindsay Lohan e tantos outros. No ano passado, Kelly teve um blog no site da Fórmula E.

Nele, contava detalhes como que conhece o príncipe de Mônaco desde a infância. Outra história reatada por Kelly foi que Lindsay Lohan comentou ter lembrado das filmagens de Herbie, Meu Fusca turbinado quando se aproximou de um carro na pista. Mas o objetivo principal da Fórmula E ao contratar a garota era ter acesso aos pilotos.

“O que eles viam em mim era uma oportunidade de chegar mais perto dos pilotos. Por exemplo, ir na casa do Bruno Senna fazer um live, o que eles não conseguiriam com uma outra pessoa lá de dentro. Eu fazia umas viagens e ia fazer fotos, ou ligava para os pilotos para pedir para eles 'logarem' no nosso snapchat e fazer um dia com eles.”

Unindo o útil ao agradável

Kelly se diz uma cidadã do mundo na sua descrição em seu site pessoal. Ela morou em vários lugares e adorou os seis anos que passou em Nova York. Na cidade, fez relações exteriores com ênfase em ciência política e economia. A intenção era estagiar na ONU.

“Só que a ONU é super complicado de estagiar antes de terminar a faculdade.”

Sem esta oportunidade, viajou para a África. Fez trabalho voluntário e subiu o Kilimanjaro, ponto mais alto do continente localizado na Tanzânia. Ela conta que foi bastante difícil chegar ao cume e ficou mais forte mentalmente depois da experiência.

Sem chance de uma experiência na ONU, Kelly fez estágios na moda, incluindo a Vogue. Ela conseguiu ligar o life style de gostar de viagens, automobilismo e moda com a carreira. Conheceu o mundo e comparar o Brasil e ver o que o país tem de bom e o que pode melhorar.

O aspecto positivo é a alegria e o calor da população. Mas ela acredita que as pessoas estão passando muito tempo conectadas e fazendo uso incorreto da internet. Com personalidade, não deixa de emitir opinião.

“Outra coisa, muito difícil generalizar, vejo esta coisa de bullying em mídia social. As pessoas pararam de viver e ficam muito tempo online. Precisam diminuir um pouco essa obsessão da vida dos outros. As pessoas no Brasil são um pouco carentes e querem viver a partir da vida das outras pessoas. Sei que a partir do momento que as pessoas lerem o que estou falando vou receber uma enxurrada de comentários”.

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