Fórmula 1

Nem os pilotos da F-1 escapam do antidoping. Mas contra qual substância?

Clive Mason/Getty Images
Hamilton é acompanhado constantemente pela fisioterapeuta Angela Cullen Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

03/02/2017 04h00

Eles não dependem do próprio fôlego para ter um desempenho superior aos rivais. Não precisam de níveis exagerados de volume muscular - e nem deveriam ter, pois têm de controlar seu peso, mantendo-o no menor nível possível. Mas os pilotos da Fórmula 1 também estão na mira da Agência Mundial Antidoping.

“Se você for um ciclista e tem de usar seus pulmões, há muitas coisas que pode inalar para melhorar sua performance. Então é por isso que é importante ter um controle para que você não tenha vantagem em relação a quem não toma isso. É algo injusto, então acredito que seja perfeitamente normal”, considera Lewis Hamilton.

Porém, o inglês vê um lado bastante negativo dos testes contínuos: ter de informar onde pode ser encontrado a cada momento.

“Temos de dizer à WADA onde estamos o tempo todo. Essa é a parte chata. Você tem de fornecer hora a hora sua localização por cada dia de sua vida durante o ano todo. Isso é muito intrusivo.”

Além disso, perguntado pelo UOL Esporte sobre o que poderia ajudar o rendimento de um piloto, Hamilton diz sequer conhecer alguma substância. “Não há muito, na verdade. Eu mesmo não sei, teria de investigar. Mas imagino que seria algo que poderia acelerar seu tempo de reação. Ainda assim não sei se isso seria algo bom ou prejudicial para um piloto.”

O tricampeão também salientou que os testes não são tão recorrentes quanto se imagina. “Teve um ano em que fui testado três ou quatro vezes e ano passado não lembro de nenhuma. É algo aleatório.”

Além dos testes aleatórios da WADA, três pilotos sempre são sorteados para passarem por exames após as provas, mas a Fórmula 1 nunca teve um caso de doping, sendo que a maioria dos pilotos pegos no mundo do automobilismo usaram drogas recreacionais.

Em um passado recente, falou-se sobre o uso de tacrina, para ajudar na memória. Porém, a substância não está na lista da WADA e, portanto, não é considerada doping.

Chefe dos médicos da FIA até 2013, Gary Hartstein diz ter certeza de que a única dor de cabeça que os pilotos têm em relação ao doping é realmente prestar contas à WADA, como disse Hamilton. “Eles são limpos. Não digo isso por ser otimista ou ingênuo, mas porque eu estive muito envolvido com essa parte e sei que esses caras pilotam por sua habilidade. Não há nada na lista de substâncias proibidas que faria com que eles melhorassem isso. Ponto final. Eles sabem disso.”

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