Fórmula 1

Novas regras fazem equipes 'economizarem' nas oportunidades a estreantes

Divulgação/Williams
Imagem: Divulgação/Williams

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

09/02/2017 04h00

Em um ano de mudança de regulamento, as equipes da Fórmula 1 apostaram na continuidade de seus pilotos. Afinal, para os engenheiros é positivo manter o máximo de variáveis estáveis quando há uma alteração tão grande de regras, que vão desde as dimensões do carro até os pneus.

Assim, houve apenas cinco pilotos que mudaram de equipe entre 2016 e 2017 - e só dois estreantes. É o menor número desde 2012, quando apenas Charles Pic e Jean-Eric Vergne entraram na categoria. De lá para cá, o grid teve de quatro a cinco pilotos novos chegando a cada ano.

Entre os que estarão de casa nova em 2017, temos Valtteri Bottas na Mercedes, Nico Hulkenberg na Renault, Kevin Magnussen na Haas, Pascal Wehrlein na Sauber e Esteban Ocon na Force India.

Ocon é o menos experiente deles, tendo entrado na Manor no meio da temporada passada, e vai fazer sua primeira temporada completa como titular. O francês de 20 anos conseguiu uma badalada vaga na Force India, quarta colocada no campeonato do ano passado, por fazer parte do programa de jovens pilotos da Mercedes e por ter deixado uma boa impressão na equipe nos testes que fez e carrega consigo a esperança francesa de voltar a vencer na Fórmula 1 depois de mais de 20 anos.

Stoffel Vandoorne é um dos dois estreantes, ainda que tecnicamente, já tenha feito sua primeira prova, quando substituiu o lesionado Fernando Alonso no GP do Bahrein do ano passado, conquistando um ponto para a McLaren. O belga de 24 anos faz sua primeira temporada sob grande expectativa, tanto por correr por um time grande como a McLaren, quanto pelas comparações com outro estreante que dificultou a vida de Alonso: Lewis Hamilton, que surpreendeu o espanhol em 2007.

Com isso, o único 100% estreante é Lance Stroll, companheiro de Felipe Massa na Williams. Porém, engana-se quem pensa que o canadense de apenas 18 anos é pouco rodado na F-1: em um programa de testes bancado pelo pai, que comprou um carro de 2014 e contratou uma equipe de 20 pessoas para acompanhar o filho por pistas da Europa, Ásia e América, Stroll deve chegar para os testes de pré-temporada com 8.000km rodados.

Para se ter uma ideia, nos 12 dias de testes de pré-temporada do ano passado, o piloto que mais andou foi Nico Rosberg, que completou menos de 3500km. Neste ano, serão apenas oito dias de atividade, iniciando dia 27 de fevereiro, no Circuito da Catalunha, na Espanha.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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