Fórmula 1

Com nova pintura, Sauber revela carro para a temporada 2017 da F-1

Divulgação/Sauber
Imagem: Divulgação/Sauber

Do UOL, em São Paulo

20/02/2017 06h32

Com uma nova identidade visual após deixar de ser apoiada pelo Banco do Brasil, a Sauber divulgou as primeiras imagens de seu novo carro nesta segunda-feira. A pintura, com predominância de azul, mas sem o amarelo dos últimos dois anos, faz referência ao aniversário de 25 anos do time na F-1. 

Chamou a atenção também o retorno da chamada barbatana de tubarão na carenagem da parte traseira do carro. Com função aerodinâmica, ela é esperada em vários carros neste ano devido à mudança de regulamento técnico, mas não foi usada pela Williams, única equipe que havia divulgado imagens de seu carro até agora. O carro tem ainda outros detalhes agressivos, como a entrada de ar no topo e asas bastante trabalhadas ao redor dos radiadores.

Divulgação/Sauber
Imagem: Divulgação/Sauber

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Imagem: Divulgação/Sauber

A Sauber, que terá Pascal Wehrlein ao lado de Marcus Ericsson, já inicia o ano com um problema: o piloto alemão divulgou que está fora do primeiro teste pois ainda se recupera de uma lesão nas costas sofrida no evento festivo Corrida dos Campeões, quando capotou em uma disputa com Felipe Massa.

Com isso, caberá a Ericsson dar as primeiras voltas com o C36 dia 22, quando a equipe terá um dia de filmagem no Circuito da Catalunha, na Espanha.

Depois de amargar a lanterna por grande parte do ano passado, a Sauber conseguiu terminar em penúltimo graças aos dois pontos marcados por Felipe Nasr sob chuva no GP do Brasil. Isso, contudo, não foi suficiente para que o brasileiro se mantivesse no time.

Para 2017, o time espera começar a ver o retorno do investimento do grupo suíço que comprou a equipe em meados do ano passado. Porém, os suíços devem sofrer com a falta de potência de seu motor, uma vez que vão usar a versão de 2016 do Ferrari.

As imagens da Sauber iniciam uma semana recheada de lançamentos na Fórmula 1. Depois da Williams sair na frente e soltar fotos do novo carro de Felipe Massa na última sexta-feira, o calendário segue com a Renault fazendo seu lançamento na terça. Confira a lista completa:

21/02: Renault
22/02: Force India
23/02: Mercedes
24/02:Ferrari e McLaren
25/02: Williams
26/02: Toro Rosso e Red Bull

Os testes da pré-temporada começam dia 27 de fevereiro, no Circuito da Catalunha, na Espanha. Serão oito dias separados em duas baterias, até 10 de março. A primeira etapa será na Austrália, dia 26 de março.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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