Fórmula 1

De iniciais dos chefes a tributo à esposa: de onde vêm os nomes dos carros?

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

21/02/2017 04h00

Tão logo a McLaren divulgou que o nome de seu carro para a temporada de 2017 será MCL32, os fãs e a imprensa especializada já começaram a polemizar. Afinal, isso significava o fim de uma dinastia que fez história na categoria. Tudo isso por conta de uma sigla? Sim, os nomes dos carros da F-1 são cheios de significados.

No caso da McLaren, desde 1981 os carros do time levavam a sigla MP4 no nome, sendo que o primeiro deles já foi revolucionário, sendo o primeiro a ter o monocoque feito com fibra de carbono, material ao mesmo tempo resistente e leve que até hoje é fundamental na categoria.

O nome MP4 vinha de McLaren Project Four. O Project 4 era a equipe de Ron Dennis nas categorias de base e, quando foi feita a fusão, a forma de dar continuidade ao nome foi colocar as iniciais no carro. Junto com a chefia de Dennis, veio um período de muitos títulos na McLaren, especialmente nos anos 1980 e no final dos 1990. Agora, com a saída do britânico, que não foi das mais amigáveis, a nova direção entendeu que era a hora de mudar. Só não explicaram por que MCL32, uma vez que os carros do time originalmente só levavam a letra M no nome e essa dinastia acabou no M29.

Há equipes como as duas pertencentes à Red Bull que apenas usam seus nomes e o número do projeto, como RB13 e STR12 (Scuderia Toro Rosso), mas há outras histórias curiosas no grid.

Confira as origens dos nomes dos carros da F-1:
Mercedes - W08:
Desde os primórdios da presença da Mercedes no mundo das corridas, os carros têm começado com a letra W. E o motivo é simples: é a inicial de ‘wagen’ (carro, em alemão). O W08, portanto, indica que esta será a oitava temporada desde que a marca retornou à F-1, em 2010.

Ferrari - sem nome divulgado: A equipe mais tradicional do grid é a que menos mantém um padrão nos nomes de seus carros. Mais recentemente, houve um esboço de padrão, começando pelo F2000, indicando o nome Ferrari e o ano de disputa do campeonato, mas isso acabou já em 2006, quando Michael Shumacher e Felipe Massa correram com o 248 F1 (24 sendo a capacidade em decilitros e 8 as cilindros do motor). Em 2009, o time teve o F60, em comemoração ao 60º ano do time na F-1. Até os 150 anos da reunificação italiana foram lembrados no 150º Italia de 2011. Recentemente, as referências aos anos voltaram - o modelo do ano passado foi o SF16-H (Scuderia Ferrari 16 Híbrido). Mas cogita-se que o carro deste ano ganhe as iniciais de Jules Bianchi, morto em 2015.

Williams - FW40: Para comemorar seus 40 anos de Fórmula 1, a Williams alterou o que seria a sequência natural de sua linhagem e pulou do FW38 de 2016 para o FW40 em 2017. As iniciais, claro, são referência ao fundador do time, Frank Williams.

Haas - VF-17: A história não é oficial, mas Gene Haas já explicou que as iniciais vêm de “Very First”, algo como “primeirão”. Curiosamente, mesmo que o carro deste ano já seja o segundo da equipe, o nome foi mantido.

Force India - VJM10: Como o dono da equipe se chama Vijay Mallya, a primeira reação é pensar que o nome é em sua homenagem, mas não é bem assim. Na verdade, são as iniciais dos três donos do time: Vijay, Jan Mol e Michiel Mol.

Sauber - C36: Nem mesmo a venda da equipe suíça fez com que sua tradição fosse deixada de lado. O fundador Peter Sauber determinou que os carros de seu time sempre começassem com a letra C por um simples motivo: homenagear a esposa, Christiane.

Os carros da temporada de 2017 estão sendo lançados nesta semana e estreiam oficialmente nas pistas nos primeiros testes coletivos, que serão realizados no Circuito da Catalunha, na Espanha, a partir de 27 de fevereiro. A primeira corrida será disputada na Austrália, dia 26 de março.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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