Fórmula 1

Rainha da eficiência, Force India busca se firmar no top 3 na Fórmula 1

Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

22/02/2017 11h12

Depois de surpreender ano passado, quando conquistou o quarto lugar no Mundial de Construtores, batendo equipes com orçamentos bem maiores, como Williams, McLaren e Renault, a Force India lançou nesta quarta-feira seu carro para a temporada 2017 mirando dar um passo adiante em relação ao ano passado e entrar no top 3 da F-1.

“Isso diz muito sobre a paixão e a criatividade das pessoas da minha equipe. Essa paixão só vai crescer ainda mais e acredito que ela será muito relevante em 2017. Se não tivéssemos sonhado alto, não teríamos sido quarto colocados ano passado. Nosso objetivo é tentar entrar no top 3”, discursou o dono da equipe, Vijay Mallya.

O indiano aproveitou ainda para alfinetar Cyril Abiteboul, chefe da Renault, que afirmou que as novas regras iriam deixar as equipes com menor orçamento em situação difícil. "Ele pode ter de comer suas palavras. Não tem a ver com a quantidade de braços que você tem em uma guerra, mas a qualidade de suas armas."

O detalhe que mais chamou a atenção no carro na apresentação é o bico, em forma de tridente, e com uma curva bastante acentuada para ser o mais baixo possível de acordo com as regras. Assim como os carros da Sauber e da Renault, o VJM10 tem uma chamada barbatana de tubarão na traseira, em conjunto com a nova asa traseira e difusor.

A missão do time, contudo, é complicada. Afinal, com as mudanças no regulamento técnico, que tornaram os carros mais largos e rápidos, a tendência é que times com mais recursos tenham condições de encontrar soluções mais eficazes. A favor do time, que tem dono indiano, mas é baseado na Inglaterra, estão dois fatores: a eficiência demonstrada nos últimos projetos e o motor Mercedes, que tem tudo para continuar sendo o melhor do grid.

Em sua décima temporada na Fórmula 1, a equipe de Mallya aposta ainda na continuidade de Sergio Perez, mexicano que faz seu terceiro ano pela equipe e que foi responsável por quatro dos cinco pódios conquistados até hoje. Ao lado dele, o time terá ainda a promessa Esteban Ocon, francês ligado à Mercedes e que estreou durante a temporada passada, pela Manor.

"Nenhuma das equipes em que estive foi tão estável e isso me deixa muito confiante", salientou Perez. "Terminamos em quarto ano passado, começamos no meio do pelotão e terminamos o ano certamente com o quarto melhor carro. Então espero que teremos uma temporada muito boa."

O mexicano se mostrou ainda preocupado com a demanda física do novo carro devido ao aumento das velocidades de curva. "É como ir da GP2 para a F-1, o salto é muito grande. É como um carro completamente novo. Tenho trabalhado muito, mas tenho certeza de que o primeiro teste será muito difícil. Como piloto, você tem que ser forte e também ter a reação bem treinada. Além de trabalhar os músculos, especialmente do pescoço, além de ciclismo e corrida."

Ocon, que ganhou 5kg em massa muscular na preparação para esta temporada, definiu o novo modelo como "um carro para homem de verdade."

Os testes coletivos de pré-temporada, que serão realizados em duas baterias de quatro dias, começam na próxima segunda-feira, no Circuito da Catalunha, na Espanha. Já a primeira etapa do campeonato será disputada dia 26 de março, na Austrália. Até agora, além da Force India, foram lançados oficialmente o novo Sauber e a nova Renault. Nesta quinta-feira, será a vez da atual campeã Mercedes mostrar seu modelo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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