Fórmula 1

Última equipe a lançar carro, Toro Rosso aparece com pintura 'light'

Do UOL, em São Paulo

26/02/2017 14h06

Se há uma certeza antes da pré-temporada da Fórmula 1 começar, é de que o grid terá cores diferentes neste ano. Depois da McLaren trocar o cinza escuro pelo laranja, a Toro Rosso, última equipe a apresentar seu carro para 2017, apareceu com um tom bem claro de azul e mais prateado em sua pintura.

A equipe italiana, que é de propriedade da Red Bull, será usada para divulgar uma das versões do energético, o que explica a mudança de cores.

Apesar do lançamento oficial ter sido neste domingo no Circuito da Catalunha, a Toro Rosso já fez seu chamado shakedown, dando algumas voltas para checar os sistemas do carro. O teste, contudo, teve de ser interrompido antes do previsto devido a uma quebra do motor Renault.

Plataforma para revelação de talentos do time principal, a Toro Rosso segue com a mesma dupla do ano passado: após ter saído da Red Bull, sendo substituído por Max Verstappen depois de quatro etapas disputadas, Daniil Kvyat tem sua última chance na Fórmula 1. Já Carlos Sainz, que fez ótima temporada de estreia em 2016, busca se firmar como um dos grandes talentos da nova geração.

Os testes coletivos da Fórmula 1 terão duas baterias de quatro dias, começando nesta segunda-feira e terminando na semana que vem. A primeira prova do calendário será disputada em Melbourne, na Austrália, dia 26 de março.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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