Fórmula 1

Ferrari lidera enquanto McLaren e Red Bull têm problemas em 1º teste

Do UOL, em São Paulo

27/02/2017 08h35

O alemão Sebastian Vettel começou a primeira manhã de testes da pré-temporada da Fórmula 1 na frente com a Ferrari, sendo o único a andar na casa de 1min22 no Circuito da Catalunha, em Montmeló, Espanha. Porém, fazendo sua estreia pela Mercedes, Valtteri Bottas foi, de longe, quem deu mais voltas: foram 79 nas primeiras cinco horas de atividades.

Com os carros completamente novos devido a uma extensa mudança de regulamento, a manhã também foi marcada por problemas em duas equipes grandes: na Red Bull, Daniel Ricciardo deu apenas quatro voltas antes de ficar parado no meio da pista, causando a única bandeira vermelha da sessão até aqui. A equipe divulgou que o RB13 teve um problema em um de seus sensores.

Já a McLaren, que deu várias voltas no domingo, em um dia de filmagem promocional, não conseguiu andar muito no primeiro teste 'de verdade': Fernando Alonso deu apenas a volta de instalação e logo a equipe identificou um problema no sistema de óleo, que requer uma extensa investigação e faz com que o espanhol esteja parado no box há horas. O piloto, contudo, deve voltar à pista à tarde.

O primeiro teste também conta com Felipe Massa, pela Williams. O brasileiro deu 37 voltas pela manhã e foi o quarto mais rápido, atrás de Vettel, Bottas e do mexicano Sergio Perez, da Force India.

Os testes continuam no período da tarde na pista catalã, terminando às 18h locais (14h em Brasília). Este é o primeiro de oito dias de testes, que serão divididos em suas baterias de quatro dias entre esta semana e a próxima.

Confira os tempos da manhã do primeiro dia de testes

1. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 22.791s (61 voltas)
2. Valtteri Bottas FIN Mercedes-Mercedes 1m 23.169s (79)
3. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 23.709s (38)
4. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 25.552s (37)
5. Nico Hulkenberg ALE Renault-Renault 1m 26.319s (22)
6. Kevin Magnussen DIN Haas-Ferrari 1m 26.404s (15)
7. Carlos Sainz ESP Toro Rosso-Renault 1m 26.726s (15)
8. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 27.363s (29)
9. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG 1m 28.712s (4)
10. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda Sem tempo (1)

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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