Fórmula 1

Valtteri Bottas voa em teste e deixa carros de 2017 a 24 milésimos da meta

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/03/2017 08h58

É apenas o terceiro dos oito dias de testes coletivos da Fórmula 1 nesta pré-temporada, mas a Mercedes, com Valtteri Bottas, já chegou bem perto da meta da categoria para este ano: andar 5s abaixo da pole position de 2015. Usando os pneus ultramacios, o finlandês marcou 1min19s705 e ficou a 24 milésimos de atingir o tempo proposto.

Mais do que isso, Bottas deixou claro que pode mais: o piloto, que substitui o aposentado Nico Rosberg, melhorou apenas 0s3 entre suas melhores voltas com o macio e o supermacios e apenas outros 0s1 quando colocou o ultramacio. Em condições normais - os testes são disputados, em Barcelona, na Espanha, com temperaturas bem abaixo do restante da temporada - a diferença entre os compostos não deveria ser menor que um segundo.

A marca de Bottas também é o tempo mais rápido feito no Circuito da Catalunha desde os testes coletivos de 2008, quando Felipe Massa, com a Ferrari, chegou a marcar 1min18s339. Quem viu tudo isso de perto foi o próprio Rosberg, que aproveitou para fazer uma visita nesta manhã.

O rival mais próximo de Bottas foi Daniel Ricciardo, da Red Bull, quase 1s5 mais lento. Seu companheiro, Max Verstappen, explicou nesta terça-feira que o time ainda não está tirando o máximo que pode de seu carro.

A Ferrari apareceu apenas em quarto, com Sebastian Vettel, depois de liderar o teste da terça-feira. O alemão, contudo, fez sua melhor marca com os pneus médios e ficou atrás também de Jolyon Palmer, da Renault.

Depois de rodar e perder tempo de pista em seu primeiro dia de testes, o companheiro de Felipe Massa, Lance Stroll, vinha tendo uma manhã sem maiores incidentes até ficar parado na caixa de brita nos instantes finais da sessão matutina. A McLaren, com Fernando Alonso, que sofreu vários problemas nos primeiros dias, desta vez conseguiu dar mais voltas, ainda que o espanhol tenha sido o piloto que menos andou com 28 giros.

Os testes continuam na parte da tarde, até às 14h pelo horário de Brasília. Felipe Massa volta à pista na quinta-feira, no último dia de práticas desta semana.

Confira os tempos da manhã de testes da quarta-feira
1. Valtteri Bottas FIN Mercedes-Mercedes 1m 19.705s (74 voltas)
2. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-TAG 1m 21.153s (47)
3. Jolyon Palmer ING Renault-Renault 1m 21.396s (50)
4. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 21.609s (69)
5. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 21.824s (54)
6. Lance Stroll CAN Williams-Mercedes 1m 22.351s (55)
7. Alfonso Celis Jr MEX Force India-Mercedes 1m 23.781s (39)
8. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 23.832s (28)
9. Daniil Kvyat RUS Toro Rosso-Renault 1m 23.952s (30)
10. Romain Grosjean FRA Haas-Ferrari 1m25s133 (27)
 

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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