Fórmula 1

Gênio brasileiro que não teve tempo de ser campeão, Pace morreu há 40 anos

Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

18/03/2017 04h00

O Brasil teve três pilotos campeões mundiais na Fórmula 1, mas quem virou nome do autódromo mais famoso do Brasil não foi nem Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet ou Ayrton Senna. José Carlos Pace pode não ter conquistado nenhum título na categoria máxima do automobilismo, mas a homenagem recebida em Interlagos é uma espécie de compensação em respeito a quem, há exatos 40 anos, perdeu a vida sem ter tido tempo de transformar seu potencial em vitórias.

O piloto, que era conhecido pelo apelido de Moco, começou no kart e marcou época correndo em categorias de endurance no Brasil, como nos 500km de Interlagos e a 3 Horas do Rio de Janeiro, na década de 1960, tendo bons resultados com carros bastante diferentes entre si.

A chance de ir para a Europa surgiu com o caminho aberto por Emerson Fittipaldi em 1969. No ano seguinte, foi a vez de Pace ir tentar a sorte na Inglaterra, chamando a atenção na F-3 do país logo de cara e recebendo o convite de Frank Williams para correr na F-2.

Apesar dos resultados na F-2 não terem sido brilhantes, o inglês gostou tanto do brasileiro que o chamou para correr com uma March na F-1 em 1972. E, logo em sua segunda corrida, Moco pontuou.

No ano seguinte, o piloto foi para a novata Surtees e conquistou o primeiro pódio da carreira, quando foi terceiro no GP da Áustria. Paralelamente a isso, Pace voltou a correr no Endurance e se tornou o primeiro brasileiro a ir ao pódio nas 24 Horas de Le Mans.

Em 1974, Pace se juntou a Bernie Ecclestone para correr na Brabham. O time estava em ascensão, ajudado pela criatividade do projetista Gordon Murray, que faria parceria de sucesso com Nelson Piquet na década seguinte. Foram no time de Bernie os melhores anos de Pace, culminando com a vitória no GP do Brasil de 1975, em prova que ficou marcada como a primeira dobradinha brasileira na história da categoria, com o segundo lugar de Emerson Fittipaldi.

O crescimento na carreira foi freado por uma troca de motor na Brabham, à qual o time custou a se acostumar. Porém, a temporada de 1977 começara de forma promissora para o Moco, com um pódio no GP da Argentina. No entanto, a trajetória do brasileiro se encerrou em um acidente com um monomotor sob forte tempestade na Serra da Cantareira, em São Paulo, dia 18 de março de 1977. O piloto tinha 32 anos.

Em 1985, 10 anos após sua única vitória na F-1, o circuito de Interlagos foi rebatizado com o nome de José Carlos Pace e um busto seu foi colocado na entrada principal.

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