Fórmula 1

F-1 passa por maior mudança dos últimos tempos em 2017. Fique por dentro

ERIC VARGIOLU / FRAME
Temporada começa neste fim de semana, em Melbourne, na Austrália Imagem: ERIC VARGIOLU / FRAME

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Melbourne (AUS)

20/03/2017 04h00

A última corrida foi no fim de novembro, mas a Fórmula 1 roubou as manchetes nos últimos meses. Afinal, foram várias mudanças na categoria antes do início da temporada de 2017, que será neste fim de semana, na Austrália. Entre as novidades, estão carros bastante diferentes, a saída do chefão Bernie Ecclestone e do atual campeão Nico Rosberg.

Fique por dentro do que mudou na F-1 em 2017
Carros mais rápidos:
a meta do regulamento de 2017 era que os carros fossem 5s mais rápidos em relação a 2015 e, pelo menos nos testes de pré-temporada, isso foi até superado. Pela primeira vez na história moderna, a F-1 muda para que os carros gerem mais pressão aerodinâmica e fiquem mais rápidos. Para isso, as dimensões e formas das asas foram alteradas, além de uma maior tolerância a apêndices aerodinâmicos. Visualmente, a primeira mudança que salta aos olhos é o retorno da chamada barbatana de tubarão.

Dança das cadeiras: Além da Fórmula 1 não contar com seu atual campeão na pista pela primeira vez desde que Alain Prost não defendeu o título em 1994, com Nico Rosberg, que decidiu se aposentar, sendo substituído por Valtteri Bottas, outros pilotos estão estreando ou mudaram de equipe: Lance Stroll é o novato da Williams e Stoffel Vandoorne (que entra no lugar de Jenson Button), da McLaren. Nico Hulkenberg trocou a Force India pela Renault e foi substituído por Esteban Ocon. Hulk ficou com o posto de Kevin Magnussen, que foi para a Haas. Pascal Wehrlein ficou com a vaga de Felipe Nasr - que ficou de fora do grid - na Sauber. Outro que também sobrou foi o mexicano Esteban Gutierrez.

Divulgação
Bratches, Chase Carey (CEO do Liberty Media) e Brawn: os novos chefões Imagem: Divulgação
Novos donos: depois de cerca de 40 anos comandando a Fórmula 1, Bernie Ecclestone deixou de ser o manda-chuva da categoria após a venda para o grupo Liberty Media, dos Estados Unidos. Os novos comandantes optaram por separar a função que era do octogenário entre Sean Bratches, ex-ESPN, que vai cuidar da parte administrativa, e Ross Brawn, que cuidará da parte técnica.

Pneus mais fortes: uma das fontes de queda nos tempos de volta são os pneus, que são 25% mais largos e, com isso, mais aderentes. A Pirelli também mudou seu composto, que agora dura por mais voltas. Assim, os pilotos poderão forçar mais e as corridas terão menos pit stops e os pneus deixarão de ser uma variável tão fundamental em comparação com os últimos anos.

GP da Alemanha fora: mesmo com cinco títulos nos últimos sete anos e com o atual sucesso da Mercedes, os organizadores de Hockenheim não conseguiram viabilizar a prova deste ano e a Alemanha ficará de fora do calendário. O circuito tinha um acordo de alternância com Nurburgring, mas o “parceiro” vive situação complicada e recebeu a prova pela última vez em 2013. As demais etapas são as mesmas de 2016.

Motores liberados: desde a introdução dos motores turbo V6 híbridos, a F-1 adotou uma série de restrições em relação ao desenvolvimento destas unidades ao longo da temporada. A partir deste ano, contudo, não há restrição no que pode ser alterado no projeto. O problema é que cada piloto tem direito a apenas quatro unidades de potência por ano antes de começar a sofrer punições. Até 2016, eram 5.

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images
Novas cores: muitos torcedores da F-1 vinham pedindo um grid mais colorido, e não devem se decepcionar em 2017. A Toro Rosso agora será mais diferente da Red Bull, com mais prateado e um tom de azul diferente no carro, mas não radicalizou tanto quanto a McLaren, que retornou à cor tradicional dos anos 1960 e 1970 e será laranja e a Force India, com uma pintura rosa devido ao acordo com um patrocinador. A Sauber, por sua vez, perdeu o amarelo do patrocínio do Banco do Brasil e agora é azul e dourado.

Mais largadas: serão 20 corridas, mas a temporada pode ter mais do que 20 largadas. Isso porque, entre as mudanças no regulamento esportivo, a mais importante é o fim das relargadas em movimento após provas iniciadas atrás do Safety Car, o que geralmente acontece devido a fortes chuvas. Se a direção de prova julgar que, após um determinado número de voltas atrás do Safety Car, há condições de que a largada seja normal, isso será feito, o que não estava previsto nas regras anteriormente.

As atividades para o GP da Austrália começam com os treinos livres na quinta-feira às 22h30 (horário de Brasília). O segundo treino livre começa às 2h30 da sexta-feira e o terceiro, à meia-noite do sábado. Todas as sessões serão transmitidas pelo SporTV, que também mostra a classificação na íntegra a partir das 3h do sábado, sendo que os últimos 15 minutos também serão transmitidos pela Globo. A corrida tem largada às 2h de domingo com transmissão pela Rede Globo e pela Rádio Bandeirantes.
 

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