Fórmula 1

"Quero lembrar de Schumacher como era, não como está agora", diz Ecclestone

REUTERS/Albert Gea
Imagem: REUTERS/Albert Gea

Do UOL, em São Paulo

20/03/2017 08h39

Ex-chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone afirmou que prefere guardar de Michael Schumacher as memórias de tempo de piloto e não as atuais. Foi isso que ele declarou em entrevista ao site Grand Prix 247 sem dar detalhes sobre o estado de saúde do alemão.

"Eu quero lembrar de Michael como eu o conheci. Não do jeito que ele está agora", afirmou.

Ecclestone, que vendeu os direitos da Fórmula 1 para o grupo Liberty, afirmou que não tem contato com ninguém da empresa e teceu críticas.

"Ninguém da Liberty quer falar comigo. Tratar de desfazer tudo o que é da minha época, disparou ele, que taxou seu papel de embaixador da Fórmula 1 como "decorativo".

"O último que sou é um embaixador. Seria um ruim, na realidade. Não planejo meu tempo. Trato de fazer o que tenho que fazer quando tenho que fazer. Não quero ficar aí sem fazer nada positivo para a companhia", disse.

Ele afirmou também que os planos da Liberty para a categoria não o agradam nem um pouco.

"Todo mundo quer ir a um restaurante onde não se pode conseguir um assento. Assim, que eu era muito rigoroso com coisas como os passe de paddock. A filosofia da Liberty é mais aberta. Eles têm uma cultura americana e numa corrida nos Estados Unidos todos estão no paddock e os fãs podem falar com os pilotos e sentar nos carros. Na Fórmula 1, estamos administrando um restaurante cinco estrelas Michelin, não uma cadeia de hamburguerias. Mas talvez agora a cozinha será mais acessível. Talvez tenha um melhor sabor", disse.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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