Fórmula 1

Novas regras deixam F-1 mais física. E pilotos aprovam a 'vida de atleta'

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Melbourne (AUS)

24/03/2017 05h41

Era só um treino livre, mas Romain Grosjean já estava ofegante ao volante de sua Haas quando comunicou a sua equipe que tinha saído da pista em sua simulação de classificação. A situação não poderia ser mais diferente em relação às últimas temporadas da F-1, em que os pilotos conversavam tranquilamente mesmo no final das corridas e não exibiam sinais de fadiga após as provas.

A maior dificuldade física dos carros deste ano é apontada como a grande diferença do novo regulamento, que fez com que os tempos de volta despencassem. Tanto, que nos primeiros treinos livres para o GP de abertura da temporada, na Austrália, Lewis Hamilton já andou abaixo da pole position do ano passado e do recorde oficial da pista, calculado durante a corrida. O inglês superou a melhor volta fe Michael Schumacher na corrida de 2004, época em que a F-1 teve os carros mais velozes de sua história.

“Vai ser menos maratona e mais um sprint”, definiu Felipe Massa ao UOL Esporte. “É um pouco diferente porque o carro faz a curva mais rápido, então ela dura menos. Isso faz com que você sinta uma pressão mais forte, mas por menos tempo do que antes. Por isso que você tem de ter mais força muscular: para aceitar a porrada. Sem dúvida, vai ser mais difícil que ano passado, mas me sinto muito bem preparado.”

A mudança agradou muito Hamilton, que acredita ser essa a direção que a categoria deve seguir. “O desafio de explorar essa velocidade na pista é ótimo. Essa é a direção para a qual a Fórmula 1 deveria ir, em termos do lado físico. Somos atletas e a F-1 deveria ser a categoria que mais demanda fisicamente os pilotos. Nos anos anteriores não foi assim. Teremos que ir até o limite e eu gosto disso.”

Um dos que mais exibiu detalhes de sua preparação durante a pré-temporada, Daniel Ricciardo também apoiou esse novo desafio. “Este ano é mais físico e acho que todos fizemos nosso trabalho na pré-temporada. Tenho certeza de que todos nós sentimos que estamos chegando muito bem preparados e tem sido divertido enfatizar mais isso. Estou curtindo mais pilotar esse carro e os fãs podem ter certeza que dará para ver nas curvas que estamos bem mais rápidos.”

Por que os carros estão mais 'físicos'? 

O novo regulamento foi adotado para tornar os carros mais rápidos e a queda nos tempos de volta vem nas curvas, que devem ser contornadas com velocidades até 40km/h maiores em relação ao ano passado. Isso é resultado tanto de pneus maiores e mais aderentes, quanto de um conjunto de mudanças que priorizam que se gere mais pressão aerodinâmica.

É esperado que os pilotos sintam mais provas disputadas sob calor intenso, nas quais a temperatura do cockpit supera facilmente os 40ºC. Mas Massa revelou que o grande sofrimento já passou: os testes de pré-temporada.

“Treinei muito pesado para aguentar os testes porque eles acabam sendo piores do que as corridas. Fiz o meu recorde nesta pré-temporada, quando completei 168 voltas em um dia, acho que poucos pilotos já fizeram isso até hoje”, se orgulha.

O brasileiro fez até uma mudança em seu staff e agora conta com um preparador físico ao seu lado em todas as corridas ao invés de um fisioterapeuta. Trata-se de Alex Azevedo, que já vinha trabalhando com o piloto no Brasil. “Estou super feliz com essa mudança e acho que esse é o caminho certo para estar bem fisicamente.”

A classificação para o GP da Austrália está marcada para as 3h do sábado  pelo horário de Brasília e terá transmissão pelo SporTV, sendo que os últimos 15 minutos também serão mostrados pela Globo. A corrida tem largada às 2h com transmissão pela Rede Globo.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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