Fórmula 1

Mercedes promete resposta imediata após ser superada por Ferrari

REUTERS/Jason Reed
Hamilton foi superado por Vettel no GP da Austrália Imagem: REUTERS/Jason Reed

Do UOL, em São Paulo

27/03/2017 09h35

Depois de três anos de domínio absoluto na Fórmula 1, a Mercedes deixou o GP da Austrália em uma situação com a qual não está acostumada: atrás na classificação. A vitória de Sebastian Vettel na primeira corrida da temporada ligou o alerta, e a equipe que ganhou os últimos três títulos promete uma reação rápida, já no GP da China, no dia 9 de abril.

"Eu acho que você perde algumas e ganha outras. Tivemos muita sorte nos últimos três anos em que vencemos a maior parte das corrida e agora temos aceitar que aqui a Ferrari nos bateu”, disse o chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, em declarações publicadas pelo site “Motorsport”.

"Nós voltaremos mais fortes, não tínhamos grandes testes e não tivemos um ótimo domingo (na Austrália), mas não deixaremos pedra sobre pedra para voltar a ganhar", completou.

Toto Wolff, porém, disse que o desempenho da Ferrari não chegou a surpreender. Ele disse que a Mercedes sempre avaliou a equipe como uma das ameaças reais para a temporada.

“Nós sempre consideramos Red Bull e Ferrari como concorrentes reais e eles foram. Portanto, a percepção ou a perspectiva é absolutamente a mesma. Eu prefiro ganhar do que perder, mas é parte da Fórmula 1. Tivemos uma sequência excepcional nos últimos três anos. Você não pode esperar para continuar para sempre”, disse.

Neste cenário, a Mercedes evita arrumar qualquer desculpas para não conseguir bater a Ferrari na Austrália. Vettel só ficou à frente de Lewis Hamilton após a parada de boxes, mas Toto Wolff vê merecimento no resultado.

"Estava claro que o momento ia chegar onde precisávamos perder com humildade, e aceitar que alguém tivesse feito um trabalho melhor, e foi isso que aconteceu: eles [Ferrari] fizeram um ótimo trabalho e Sebastian é um merecido vencedor de corrida", completou.

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Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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