Fórmula 1

Com produtor de "Senna", drama da McLaren em 2017 vai virar documentário

Dan Istitene/Getty Images
Imagem: Dan Istitene/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/03/2017 10h55

A péssima fase da McLaren nas pistas vai ser documentada em vídeo, em programa que será divulgado nos próximos meses. As filmagens são fruto de uma parceria entre a equipe e a Amazon Prime e faz parte dos novos esforços da Fórmula 1 para explorar melhor seu conteúdo e se aproximar dos torcedores.

O chefe da equipe, Zak Brown, descreveu o projeto como “o mais íntimo e honesto acesso a uma equipe moderna que a Fórmula 1 já viu.”

A série vai mostrar as dificuldades da equipe na preparação da pré-temporada, especialmente devido à falta de performance e confiabilidade do motor Honda, e terá o produtor do filme “Senna”, Manish Pandey, como parte do projeto, junto de Chris Connell e Anwar Nuseibeh. Outro foco será a preparação de Stoffel Vandoorne para sua primeira temporada completa como piloto titular.

Ainda não foi divulgado se a série estará disponível com tradução para o português, mas o anúncio é de que o conteúdo será distribuído exclusivamente pela Amazon Prime Video, plataforma pela qual estará disponível em mais de 200 países.

“Na McLaren, queremos mostrar e celebrar todos os elementos da F-1. Entendemos que os fãs queiram sempre aumentar seu nível de acesso e informação e a série dará a eles o acesso mais íntimo e honesto já visto a uma equipe”, salientou Brown. “Enquanto queríamos mostrar a tecnologia e conhecimento empregados na construção destas máquinas, queríamos também mostrar a paixão, comprometimento e esforço de centenas de pessoas do Centro de Tecnologia da McLaren. No final das contas, a F-1 é uma história bem humana: espero que a série capte isso.”

Nas pistas, a McLaren não começou bem a temporada de 2017: Fernando Alonso conseguiu um ótimo 13º lugar no grid, mesmo com 30km/h de déficit nas retas e caminhava para um décimo lugar na corrida quando abandonou com problemas na suspensão. Já Vandoorne sofreu uma queda de fluxo de combustível e também ficou de fora da prova.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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