Fórmula 1

Depois de "quase vomitar todo dia" em treinos, francês elogia a nova F-1

AFP PHOTO / Paul Crock
Imagem: AFP PHOTO / Paul Crock

Do UOL, em São Paulo

31/03/2017 09h32

Os novos carros da Fórmula 1 têm agradado os pilotos, satisfeito pelo aumento das velocidades de curva e a possibilidade de andar mais próximo do limite por mais tempo. Mas tudo tem um custo. Que o diga Esteban Ocon, que entrou na preparação para a temporada com a meta de ganhar 5kg de músculo e sofreu para atingir sua meta.

“Treinei na altitude, o centro onde estava ficava a quase 3000m de altitude e isso foi bom. Mas foi duro, eu quase vomitava todo dia”, revelou ao Crash,net o piloto de 20 anos, que faz sua primeira temporada completa na Fórmula 1 depois de estrear no meio da temporada do ano passado, pela Manor.

Mesmo sofrendo com os treinos, o francês gostou da nova forma de se preparar fisicamente. “Gostei muito mais porque odeio fazer cardiovasculares! Fiquei muito feliz em ir à academia e ganhar peso. Acho que era necessário porque os carros são muito difíceis de pilotar.”

Difíceis e melhores, na opinião do piloto da Force India. Vindo da GP3, o piloto reconheceu que ficou de certa forma decepcionado na primeira vez que andou na F-1, com o regulamento antigo.

“Quando eu comecei a andar pela primeira vez, pensei ‘uau, é muita potência’ e agora não temos tanta potência assim, então achei estranho isso, mas quando eu cheguei na curva, a história era diferente! Há muita aderência e foi muito impressionante e muito bom.”

Essa diferença é resultado de um novo regulamento, que deu mais aderência mecânica, por meio de pneus maiores e mais duráveis, e aerodinâmica, ao mesmo tempo em que as velocidades de reta diminuíram devido ao consequente aumento da resistência ao ar de carros que ficaram mais largos em 2017.

Este novo desafio é ainda maior para os pilotos com menos experiência: além de Ocon, Stoffel Vandoorne, da McLaren, e Lance Stroll, da Williams, fazem suas primeiras temporadas completas na categoria. Especialmente o companheiro de Felipe Massa, devido ao forte apoio financeiro do pai e aos erros cometidos nos testes de pré-temporada e na primeira etapa do ano, vem sofrendo muitas críticas, mas o francês elogiou o piloto.

“Acho que ele merece [estar na F-1]. Ele venceu na F-3 e na F-4 e tem feito várias coisas boas desde que eu corria contra ele no kart. Acho que se você ganha um campeonato de fórmula você merece ter uma chance e o que vimos neste ano foram pilotos chegando tendo vencido em categorias anteriores, o que é bom. Stoffel venceu a GP2, eu venci a F-3 e a GP3 e o Lance ganhou a F-3, é assim que tem que ser.”

Na etapa de abertura da temporada, na Austrália, Ocon conquistou seu primeiro ponto na Fórmula 1, com o décimo lugar. A próxima etapa será na China, dia 9 de abril.

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A ridícula ciranda dos técnicos

Cerca de duas semanas atrás, o técnico Zé Ricardo foi demitido pelo Flamengo. Outro dia foi a vez de Milton Mendes ser afastado do Vasco. E o curioso é que agora o Vasco tem, em Zé Ricardo, que não mais servia para o Flamengo, a grande solução para ser o novo técnico cruzmaltino. Numa análise mais ampla foram nada menos que 16 os técnicos demitidos nas primeiras 21 rodadas deste campeonato brasileiro. O que, por sinal, lembra o que aconteceu nos últimos dois anos. E, se formos ver o que aconteceu desde o início do ano, constataremos que apenas 6 clubes mantiveram até hoje o técnico com que começaram a temporada. A título de curiosidade, são eles Fábio Carille (Corinthians), Mano Menezes (Cruzeiro), Jair Ventura (Botafogo), Renato Gaucho (Gremio), Abel Braga (Fluminense) e Claudinei Oliveira (Avaí). Esta ridícula ciranda tem, em minha opinião, uma explicação clara : a incompetência dos dirigentes. Pois são eles que escolhem o técnico e, ao faze-lo, devem (ao menos se supõe) analisar sua forma de trabalho, ver o que fizeram no passado e julgar se ele vai se adaptar ao que o clube pretende. Assim, por exemplo, contratar um técnico reconhecidamente retranqueiro para fazer o time jogar bonito e ofensivamente, constitui um absurdo total. Feita a escolha, o cartola deveria assumir a decisão e não encontrar na despedida do técnico o comodo álibi para seu erro. Erro que, para dirigentes merecedores deste rótulo, deveria ser, no mínimo, acompanhado por um pedido de demissão irrevogável de seu cargo. Infelizmente é muito mais fácil jogar a culpa num subordinado do que admitir o erro e pagar por ele. Como direta conseqüência, os técnicos acabam recebendo salários incompatíveis com a situação financeira de nosso futebol, já que se trata de uma função de alto risco. E, não raro, são promotores de contratações que podem não serem úteis no futuro, quando um novo técnico quiser implantar uma diferente filosofia de jogo. Em resumo, o grande prejudicado acaba sendo sempre o clube, onerado por dívidas que cartola algum cria nas empresas que porventura lhe pertençam. Mas aí estaríamos entrando noutro assunto, o da responsabilidade fiscal dos dirigentes, que fica para outra cronica…

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