Fórmula 1

Com ultrapassagens mais difíceis, pilotos jogam fichas na classificação

Mark Thompson/Getty Images
Três primeiros no grid na Austrália também terminaram corrida nas primeiras colocações Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Xangai (China)

06/04/2017 04h00

Um olhar mais atento no desenrolar do GP da Austrália mostra que apenas três pilotos ganharam posições na pista durante a corrida em relação às posições do grid de largada. Foram eles Sebastian Vettel (usando a estratégia e o bom ritmo da Ferrari), Sergio Perez (que passou Kvyat na largada e Sainz no decorrer da corrida) e Esteban Ocon (que ganhou a posição de Nico Hulkenberg nos boxes). Apesar do palco da abertura da temporada ter suas peculiaridades, estes dados são o sinal claro para os pilotos darem atenção especial à classificação.

"A classificação será mais importante ainda", disse Felipe Massa ao UOL Esporte. "Se você ficar atrás de um carro que é mais lento que você e não conseguir imprimir seu ritmo, vai perder tempo e provavelmente não vai chegar na posição em que você deveria. E isso me faz lembrar do passado, quando não tinha DRS (abertura da asa móvel, que ajuda a aumentar a velocidade dos carros e facilitar as ultrapassagens): a posição em que você largava era mais ou menos onde você iria chegar."

É por esse motivo que o brasileiro defende que a opção, que está sendo estudada pelo novo comandante técnico Ross Brawn, de acabar com a asa traseira móvel, seja deixada de lado. "Talvez o DRS ajude em relação ao passado. Estão falando em tirar o DRS e, se isso acontecer, será pior do que era no passado. Eu prefiro fazer ultrapassagem real, é lógico. Mas ficar nesse de ninguém passa ninguém não é o que as pessoas querem ver."

E é justamente na longa zona de DRS do circuito de Xangai que está a esperança de que as ultrapassagens sejam menos difíceis na segunda etapa do campeonato, ainda que ninguém esconda a necessidade de ter um carro bom para a classificação.

"Não é impossível ultrapassar em Xangai", avalia Romain Grosjean, da Haas. "A reta é longa e o DRS ajuda. Mas, no geral, se seu carro está bem na classificação lá, quer dizer que a corrida pode ser muito boa. Caso contrário, você vai sofrer."

As atividades para o GP da China começam com os treinos livres às 23h da quinta-feira pelo horário de Brasília, e a segunda sessão às 3h da sexta. O terceiro treino começará à 1h do sábado e o treino oficial será disputado a partir das 4h. Na madrugada do domingo, a corrida começa às 3h.

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