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Fórmula 1

Rubinho e Montoya apontam segredos. Mas veem Alonso forte em Indianápolis

JOHN SOMMERS II/REUTERS
Barrichello disputou as 500 Milhas em 2012 Imagem: JOHN SOMMERS II/REUTERS

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Manama (Bahrein)

13/04/2017 07h35

Menos de 24 horas após o surpreendente anúncio sobre a participação de Fernando Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano, começa a engrossar o coro de quem acredita que o espanhol vai se dar bem nos Estados Unidos. Dois pilotos que correram tanto na F-1, quanto na F-Indy, Rubens Barrichello e Juan Pablo Montoya, contudo, apontaram alguns fatores aos quais o bicampeão terá de se atentar.

A prova será dia 28 de maio, coincidindo com o GP de Mônaco.

“Por mais que eu tenha feito várias coisas na minha carreira - e eu tinha experiência em oval - quando cheguei a Indianápolis, vi o inesperado.

Para mim, essas são as palavras cruciais: espere o inesperado”, disse Barrichello, recordista de largadas na Fórmula 1

“É uma corrida muito longa e espero que ele tenha tempo para treinar”, afirmou o brasileiro ao Motorsport.com. “E não é só ele na pista, mas também contra todos. Ele precisa entender algumas situações, como estar na turbulência e no tráfego.”

Barrichello foi para a Indy em 2012, logo depois de encerrar sua carreira na Fórmula 1. Correndo pela KV Racing, ele disputou em Indianápolis sua primeira prova em um oval com curvas apenas para a esquerda. Mesmo assim, não decepcionou, ficando em 10º no grid, pouco atrás dos companheiros Tony Kanaan e EJ Viso, bem mais experientes, e terminou em 11º, chegando a liderar por duas voltas.

“Ele é um ótimo piloto e tenho certeza de que vai se adaptar muito bem ao oval. Ele vai trabalhar com uma equipe muito boa em Indianápolis, então em termos de carro e eficiência, será bom”, disse o brasileiro.

Quem fez a transição da Fórmula  para a Indy e se deu bem foi Juan Pablo Montoya. O colombiano foi campeão da então Champ Car antes de ir para a Fórmula 1 e depois voltou para os Estados Unidos. Quando estava na Europa, o ex-piloto da McLaren competiu com Alonso por cinco temporadas e também defende que o espanhol vai se adaptar bem.

“Fernando é um pilotaço. Eu via muita coisa em comum com ele na época em que competíamos juntos”, disse ao Motorsport.com.

O que Alonso precisa aprender?
“Ele só precisa entender como os ovais funcionam e particularmente a técnica de seguir outros carros”, prosseguiu Montoya. “Em termos de acerto, acho que ele vai fazer um bom trabalho. Ele terá uma boa sensação. Mas a coisa mais importante da Indy é equilibrar o que você precisa do carro quando você está no tráfego, e às vezes em um grande grupo de carros. É uma sensação interessante.”

Pela explicação do colombiano, Alonso terá um grande motivo para se sentir ‘em casa’ com os carros da Indy. O piloto explicou que, para Indianápolis, é necessário que o carro saia mais de frente, comportamento do qual o espanhol gosta, algo incomum entre os pilotos.

“Você realmente quer que a dianteira escape um pouco - esse será o maior ajuste para ele, porque na Fórmula 1 você sempre precisa de um carro que tenha um equilíbrio perfeito e que ele fique bem livre nas curvas de alta velocidade. Em um oval, você realmente não quer algo do tipo, então prefere que a dianteira escape um pouco.”

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